segunda-feira, janeiro 10, 2005

Domingo - Entrevista de Miguel Cadilhe

Este "homem do Norte" justifica a minha desconfiança relativamente à chamada "renovação das listas" assente em critérios de idade.

Aqui está um homem do país cuja experiência e sabedoria têm que ser úteis. Não se lhe pode atribuir a condição de "senador", sem Senado.

As suas preocupações políticas servem para mobilizar a economia ao serviço de projectos integrados numa realidade social que não pode ser analisada à luz das concepções europeias ou americanas dos consultores, com pós-graduações feitas em Universidades célebres e que, aos poucos, vão tomando conta dos executivos importantes, quer nas empresas, quer nos governos.

Portugal é um país concreto, com necessidades, qualidades e defeitos concretos. Não é uma abstracção e para o entender não basta um grande curriculum, obtido na frequência sucessiva de universidades cotadas. São precisas experiência e sabedoria.
Excluir deste processo de entendimento gente só porque já não suscita a admiração pela juventude, é condenar o país aos sobressaltos de experiências sempre interrompidas. É perda de tempo.

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