domingo, outubro 16, 2005

Fuga Descarada aos Impostos

Passei há cerca de duas horas na portagem da Ponte Vasco da Gama. Paguei a portagem em dinheiro e fiquei à espera do recibo. Nada. A senhora disse-me:"obrigado". Qual obrigado, qual carapuça - pensei, de mão estendida, à espera do meu recibo.
Ficou zangada, quando lhe disse que deveria dar-me o recibo sem mais conversas. Que não - disse - mostrando-me a porcaria de um papel colado no vidro. Não vi o que lá está escrito, mas deve ser qualquer coisa do género que a Lusoponte só entrega recibo se o mesmo fôr pedido.
Isto é, sem dúvida, uma fuga aos impostos. A senhora que recebeu os meus dois euros disse-me que tinha instruções no sentido de cumprir tal princípio.
Ora, a Lusoponte beneficia de contratos verdadeiramente fantasmagóricos - que ninguém con segue explicar - para explorar as duas pontes que atravessam o Tejo. Contratos que assinou com o Estado que todos nós sustentamos e desenvolve, nas nossas barbas, um sistema de fuga descarada aos impostos.
E não há ninguém responsável pela cobrança dos ditos que ordene uma fiscalização a este roubo feito a céu descoberto no bolso de todos nós?
Esta conversa que ouvimos a todos os governos sobre sistemas anti-fraude e anti-fuga aos impostos é para levar a sério?
Mais grave ainda:a Lusoponte está imune numa estratégia de roubo fácil porque os pequenos comerciantes pagam por ela, sendo duramente castigados quando são agarrados em pequenas fraudes?
O Estado que temos existe ou é ele mesmo uma fraude?

3 comentários:

Mãezinha disse...

Definitivamente ... está provado por A+B que é uma fraude, e das grandes! Valha-nos ... valha-nos quem ?!

LS disse...

Caro Pedrosa, faz muito bem em denunciar estes escandalosos pormenores quotidiano.
Acaso fosse uma questão de concorrência talvez houvesse alguma esperança de actuação, assim...
um abraço.

Rita disse...

E a desgraçada da mulher, que n tem culpa nenhuma, é que aguentou com a sua fúria. hehehheh!!! ela "só cumpre ordens", tadinha da calimera...