<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-9376054</atom:id><lastBuildDate>Sun, 06 Dec 2009 10:28:40 +0000</lastBuildDate><title>A Toupeira</title><description>Este é um espaço de opinião assente em convicções e de análise baseada em factos, alguns tornados públicos e credíveis, outros de conhecimento restrito,  mas cuja credibilidade asseguramos, por razões de natureza ética e deontológica.</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>580</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-276238677966717447</guid><pubDate>Sun, 01 Nov 2009 13:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-01T19:21:51.247Z</atom:updated><title>VIDAS (3)</title><description>No antigamente do futebol fui tropeçando em coisas e factos, que me escapavam, mas que a memória, por sorte, resguardou. Creio já ter referido que só as Salésias, em Lisboa e o estádio (forma de expressão) do Lima, no Porto, possuiam relva. Já bem depois do fim da guerra na Europa e, logo a seguir, no Japão, após duas apressadas bombas atómicas, depois disso, dizia, começou a modernice da relva e dos Estádios. O Estádio Nacional fez-se um pouco antes, como já devo ter mencionado. Mas o mais surpreendente de todos, se me dão licença, foi o relvado na Tapadinha! Um clube de bairro popular a mostrar a quantos quiseram ver que era possível andar para a frente.&lt;br /&gt;Ou o L'Equipe, que em 49 avançou com a azarada Taça Latina, que perdeu a fabulosa equipa de Turim, que regressava de Lisboa, no avião que tombou pelo caminho. A segunda edição "Latina" foi em Lisboa e a ela faltou também o campeão italiano, substitudo pelo quarto qualificado. A Taça  manteve-se&lt;br /&gt;alguns anos, sobreviveu mesmo  à Taça dos Campeões. Também esta, é bom não esquecer, de iniciativa do diário desportivo parisiense.&lt;br /&gt;E foi, aliás, esta competição europeia a romper com velhos hábitos e regras lixadas.&lt;br /&gt;Vamos lembrar que a segunda taça Latina, que o Benfica ganhou, lá isso ganhou! Mas como ? Bom a primeira final terminou com um empate e após prolongamento, como era  habitual nas finais de Taça. Alterou-se as regras para a segunda final. E caso de empate, seguia-se a tal meia hora. Se o empate subsistisse, far-se-iam novos prolongamentos de 15 minutos, até que um golo surgisse, dando-se de imediato fim a peleja.&lt;br /&gt;Sabe-se hoje que o Benfica ganhou e sabe-se que o problema foi equacionado de forma a não repetir-se. Não deixa de ter graça que uns bons anos depois o Benfica perdeu um jogo da Taça dos Campeões, depois de prolongamento, resolvido com moeda ao ar. Alguém comentaria que jogar às moedas com escoceses era um disparate. E, claro, acabou-se com isso. Por ora, é o drama dos penalties a optar. O problema é que a questão não é essa. No futebol há três resultados possíveis: vitória, derrota, empate. A vitória é do que ganha; a derrota do que perde; o empate é isso mesmo, um empate. De resto, neste sistema de prolongamentos existem outro factores controversos, como , por exemplo, o facto de uma das equipas ter um jogador a menos, quer por lesão, quer por expulsão. Tanto faz. A meia hora extra é isso mesmo: extra! Logo deve ser efectuada em condições de igualdade, onze contra onze !&lt;br /&gt;Dantes, no meu tempo juvenil, as equipas portuguesas jogavam com jogadores portugueses. É verdade que os clubes espanhois só jogavam com espanhois. Os  clubes ingleses só jogavam com jogadores ingleses, mesmo que fossem brancos!&lt;br /&gt;O Peyroteo, por exemplo, era de origem africana, sim senhor, mas o Espirito Santo era lisboeta, ambos genuinamente portugueses. Depois da guerra, qualquer sul-americano que chegasse à Itália era italiano. Foi daí, estou em crer, que surgiram as taxas moderadoras. Nem é tanto o facto de se ter eliminado a quota de estrangeiros nas equipas, mas  de se negociar a nacionalidade como coisa de somenos que me deixa pasmado.&lt;br /&gt;Já vos massacrei com a relva que havia ou não havia no futebol do meu tempo. Mas havia outras coisas que não havia: a luz, por exemplo. O futebol por cá era coisa de domingo. Jogos a sério eram às três da tarde. Quando a época começava, já o Setembro ia adiantado. Nos jogos da Taça ( no final da época)&lt;br /&gt;podia começar-se um pouco mais tarde. Com o advento das competições europeias criou-se um problema. Já vão ver. Devem ter percebido que a Taça Latina quando chegou cá foi resolvida na Estádio Nacional, à tarde. Um jogo após outro. A organização da Taça dos Campeões começou cedo. No caso português o L'Equipe entendeu que deveria ser o Sporting a ganhar o campeonato por cá, tal como acontece agora com o Porto. Portanto o Sporting foi convidado prematuramente. O Benfica ganhou nesse ano, mas Otto Glória queria levar a equipa encarnada para o Brasil. A Taça Europeia não lhe dizia nada. Coube ao Sporting abrir (o que não deixa de ser um marco histórico) a competição, num domingo, no Estádio Nacional, recebendo o Partizan. Empatou. Duas semanas depois perdeu. O assunto (lá lá vamos) arrumou-se.&lt;br /&gt;O Real Madrid ganhou esse e os quatro seguintes, até que o Benfica ganhou aos hungaros, na Luz, num domingo à tarde, e passou a eliminatória.Tornou-se difícil conseguir jogar a meio da tarde, em dia de semana. Foi preciso tomar a decisão estarrecedora: iluminar a Luz à noite. Fez-se luz e o Benfica venceu a Taça, nesse ano, e no seguinte. Até Salazar se comoveu. Do L'Equipe não mais se falou. Talvez seja eu que nestou surdo...&lt;br /&gt;E hoje, tantos anos passados, o Benfica perdeu. E tinha uns dois ou três portugueses na equipa. Olá se tinha...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-276238677966717447?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2009/11/vidas-3.html</link><author>noreply@blogger.com (Rafael Soares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-6213009707400225692</guid><pubDate>Sun, 25 Oct 2009 16:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-01T13:47:39.034Z</atom:updated><title>VIDAS (2)</title><description>Ontem inaugurei o Estádio e deixei Francisco Ferreira mal visto. Terei sido um tudo nada injusto. Podia ser um ajudante de treinador pouco versado, mas era um tremendo jogador, que emprestou muito do seu temperamento à aura do Benfica. Quando comecei a vibrar com a sua alma, que empurrava o adversário todo para lá do meio campo, não era ainda o capitão da equipa. Esse era, foi, o Albino, que jogava a seu lado, no meio campo encarnado, juntamente com Moreira, também ele um caso sério de voluntarismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntei este trio por mór de um confusão que havia nesse tempo. Um deles era, tinha de ser, defesa, porque atrás deles só o Gaspar Pinto e o Jacinto, típico defesa direito, enquanto Gaspar era central. Não que fosse alto, antes pelo contrário. Tal como o guarda-redes, Martins, minúsculo, como eram quase todos os que víamos nos campeonatos, à excepção do Capela que substituiu Sério na baliza do Belenenses. À sua frente, Capela dispunha dos defesas Vasco e Feliciano, também eles de estatura elevada, para a época. Eram eles, afinal, as «três torres de Belém». E muito contribuiram para a conquista do Nacional, o único que o Belenses obteve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retorno ao trio defensivo encarnado. Com a saída de cena de Francisco Albino, entrou Fernandes para defesa esquerdo. Assisti à despedida de Valadas, extremo-esquerdo e à consolidação de Rogério, na esquerda do ataque encarnado. Como jogador, Rogério estava uns furos acima de qualquer outro no futebol português de então, mas nem por isso era muito estimado entre os sócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais prático e eficaz era o Sporting, no qual foi evoluindo o melhor ataque do futebol português nos anos 40 e os primeiros da década posterior. Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano. Havia um sexto,Martins, pau para toda a colher. Substituia, cada um dos outros, sempre que fosse necessário. Dava gosto vê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero crer que o futebol português ganhou algo com a guerra na Europa. Os treinadores magiares que por aqui ficaram, fugindo aos nazis, fizeram escola e empurraram para a frente. Mas eram poucos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a ir aos campos de futebol antes de ir para a escola. E comecei a jogar na escola, no pátio. Tenho uma vaga ideia dos «Sports». Nem sei quantas vezes saía. Recordo a «Stadium» por mór dos bonecos (fotos). O meu pai dava-me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O Mosquito». Foi-mo dando enquanto custou cinco tostões; quando subiu o preço para oito, cortou. Habituei-me à «Stadium», que o meu padrinho me deixava ver e me ajudou a ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra tinha acabado, mas as equipas continuavam a jogar com onze. Portugal jogou duas vezes com a Espanha e, claro, não foi ao Brasil. Ouvi na Onda Curta, da telefonia, um pedaço do História. O locutor dizia, em espanhol,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que eu ouvi, já a noite ia alta: «Vencemos a pérfida Albion!» Foi verdade. Os ingleses ganharam a guerra mas perderam a maestria. Nem o Brasil ganhou aquele Mundial. Ainda menos a Itália, que perdera um ano antes os jogadores do Torino (como se dizia, na época)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, o Benfica empatou em Setubal, O presidente castigou o Felix e o Rogério. Sem processo, não era preciso. O regime era o que era. Rogério livrou-se, mas aceitou despedir-se. Felix desapareceu. Emigrou. Mas apareceu Otto Glória. E chegou Coluna. A meio do campeonato, o Benfica inaugurou a Luz, espécie de meio estádio, que mal cabia para os sócios. Antes, o Porto tinha exibido as Antas. E também arranjou um treinador brasileiro, um sujeito mau como as cobras. Mas ganhou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-6213009707400225692?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2009/10/vidas-2.html</link><author>noreply@blogger.com (Rafael Soares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-7516605828754849064</guid><pubDate>Sun, 18 Oct 2009 16:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-24T18:58:21.841+01:00</atom:updated><title>VIDAS</title><description>Eu e o foot somos antigos. É comum, nestas alturas, ter saudades e recordações. Não se trata, vou avisando, da lamechice do dantes é que era bom. Era bem diferente, lá isso era, mas impos-se-nos e no que me toca comecei pelas Amoreiras. Fui lá uma ou duas vezes, não mais. E nem vi a bola. No peão, em pé, não me dava para  ver mais que pernas e costas...&lt;br /&gt;Depois, mais giro, foi o «campo grande», o «campo do Benfica» a «ilha da madeira», o que se quisesse, menos «Campo 28 de Maio», isto nunca, nem nos jornais, imagine-se!&lt;br /&gt;O Benfica era (eu ainda não percebia disso) malquisto do Poder de então, mas na bancada dos sócios -- e o meu pai era sócio -- via bem o jogo e fui aprendendo a gostar. Gostava do Gaspar Pinto. Era um senhor defesa, matreiro.&lt;br /&gt;Peyroteo um belo domingo deu-lhe um soco que o estendeu. Foi «pr'á rua» e o Benfica chegou ao empate. Era um jogo de Taça e, portanto, em fim de época. Na terça (ou quarta?) o Sporting acabaria por eliminar o Benfica (cheio de azares, pois claro!) e ganhar a final, nas «Salésias», creio que ao Olhanense.&lt;br /&gt;Por esses tempos não havia ainda subidas e descidas de divisão. Eram os «regionais» que qualificavam para o «nacional». Foi por isso que levei alguns anos para conhecer o Barreirense que foi perdendo para o Vitória de Setubal. Nem havia Braga; era sempre o outro Vitória, o de Guimarães, a qualificar-se.&lt;br /&gt;Sá havia jogos ao domingo. O defeso era comprido, o que tornava os inícios de época verdadeiramente festivos. O meu tio mais novo ia para o campo do Benfica  pelo meio dia. Via um pedaço das segundas categorias, o jogo de reservas e o da divisão principal.&lt;br /&gt;Antes dos jogos começarem os jogadores das duas equipas perfilavam-se diante dos camarotes para saudar ou excelências excelentisssimas ou dirigentes&lt;br /&gt;federativos , erguendo o braço direito, para a continência!&lt;br /&gt;Havia uma Cuf em Lisboa. Jogava no Lumiar-A. Uma vez vi essa Cuf ganhar por 4-1 ao Benfica. Eu fiquei triste e o meu pai muito zangado. Tal Cuf nem sequer se apurava para o Nacional. Enfim, coisas da bola! Mas é bom recordar que a par de alguns veteranos experientes jogavam por lá um tal Felix, outro ignorado Travassos,  então jovens desconhecidos!Esta Cuf finou-se de repente, dias antes de começar uma nova época. O dito Travassos e o mencionado Felix atravessaram o Campo Grande e foram oferecer-se ao Benfica, onde na ausência do treinador (Biri), o Xico Ferreira dirigia o treino dos mais jovens. Disse logo que sim a Felix, mas não quis o Travassos, por ser de pequena estatura! E o Travassos foi para o Sporting, onde fez uma carreira brilhante, e seria, aliás, o primeiro português, anos depois, a ser incluido numa selecção europeia!&lt;br /&gt;Como se pode depreender, a xico-expertice já vem de longe!&lt;br /&gt;Já devem ter percebido que estou ainda em tempo de guerra. Era gito ir à bola e comer castanhas à saída do campo do Benfica. E patinhar a pé até ao Campo Pequeno, por ser mais fácil apanhar, ali, o eléctrico para a Baixa.&lt;br /&gt;O meu pai passsava sempre pelo Leão de Ouro, antes de subir o Chiado, a caminho de casa. Se o Benfica tivesse ganho haveria um prato de ameijoas, com as imperiais. Chegava-se  a casa a tempo de ligar o rádio para ouvir Alfredo Quádrios Raposo efectuar o resumo da primeira e o relato da segunda parte do jogo. Algumas vezes do jogo a que tinhamos assistido! Bons tempos!&lt;br /&gt;Quando comecei a ver a bola, o Espirito Santo não jogava e eu nem sabia que ele existia. Existia e era titular no Benfica, mas teve uma lesão grave e ficou pelo menos um ano parado. O Julinho era o avançado-centro, que substituira o lesionado, já então recordista do salto em altura. Não havia, portanto, Estádio Nacional. O que havia no futebol português, de então eram muitos campos carecas e um relvado nas Salésias, em Lisboa, e outro vagamente arrelvado, no Porto, o «estádio do Lima». Podia assistir-se aos jogos sentado em bancadas ou centrais ou laterais, conforme o taco de cada qual, ou no peão, que como a palavra indica, de pé.  Por essa altura aconteceu um inverno tempestuoso, com cheias na Extremadura, que gerou o «socorro social», cinco tostões nos bilhetes de cinema e, claro, de futebol, Cinco tostões era o que custava o eléctrico do Rossio a Santos. O elevador da Bica custava dois tostões.&lt;br /&gt;Já agora anotem que vi e me lembro do campeonato que o Belenenses ganhou.&lt;br /&gt;O belenenses do Capela, que com Vasco e Feliciano contituiam as  torres de Belém, além do Serafim, que trabalhava na oficina do irmão, na rua das Flores e com o qual eu costumava conversar sobre bola, no Porto de Abrigo. O ponta esquerda era o Rafael, esse já internacional.&lt;br /&gt;Foi nas Salésias que assisti, em 44, à final da Taça, Benfica-Estoril. O Estoril acabara de vencer o campeonato da segunda-divisão e, como tal, subiria de divisão e estou em crer que essa foi a primeira vez de súbida por mérito, em vez das opções regionais. E duas semanas depois, a 10 de Junho (bem entendido) era inaugurado o Estádio Nacional. Houve alguns buracos. O comboio de Cascais não acabou a tempo o desvio para o estádio; nem a auto-estrada saída das Amoreiras chegou ao Estádio. Vivia-se, ainda, em tempo de guerra na Europa e tal servia para justificar muita coisa. O Sporting ganhou então a primeira das taças que passaram a ser disputadas entre os vencedores do Nacional e da Taça. Hoje nem sei se teria sido possível. O jogo começou bem mais tarde do que estaria previsto, Acabou  empatado. Meia hora depois era quase noite cerrada. Desiludido, o meu pai comentou: «...é sempre assim... o Benfica joga e... o Sporting ganha!»...&lt;br /&gt;(continua).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-7516605828754849064?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2009/10/vidas.html</link><author>noreply@blogger.com (Rafael Soares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-5593564171926550438</guid><pubDate>Wed, 30 Sep 2009 14:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-30T15:59:56.039+01:00</atom:updated><title>Um Presidente Perigoso</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Os meus dois últimos escritos neste blog foram duros com Sócrates. Naquela altura, em Julho, o primeiro ministro e secretário geral do PS tinha atingido o zénite dos disparates, sobretudo com os professores e tudo indicava que o PS se iria afundar nas eleições de Setembro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sócrates teve, todavia, o talento, a força e a coragem para dar a volta e, &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;simultâneamente&lt;/span&gt;, teve a ajudá-lo a desgraça dos adversários: Manuela Ferreira Leite quer ser avó, já não está para estas coisas e à sua volta tem um bando de gatos à espera que o saco se abra para saltarem lá para dentro. Nunca vi campanha tão pobre, tão &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;miserabilista&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-corrected"&gt;nas ideias&lt;/span&gt;, nas propostas. Um verdadeiro desastre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bloco de Esquerda tomou o freio entre os dentes com as sondagens e Louça disse, nos dias decisivos da campanha muitos disparates que assustaram claramente muita gente. Sem falar na taxação dos telemóveis, recordo aqui o facto de &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Louçã&lt;/span&gt; se ter metido objectivamente na política interna de Angola, ao referir que o PS vendeu uma parte da &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Galp &lt;/span&gt;a José &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Eduardo&lt;/span&gt; dos &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Santos&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vivem nesta altura largas dezenas de milhares de portugueses em Angola e há um movimento migratório que vai continuar. Ao mesmo tempo que crescem estes movimentos sociais as atitudes racistas, visíveis numa parte da imprensa angolana, também vão crescendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os angolanos podem reconhecer que têm um problema de regime ou de pessoas, mas entendem que o problema é deles. Não querem que os de fora se metam nessas coisas. &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Louçã&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-corrected"&gt;parecia&lt;/span&gt; o Bush, que invadiu o Iraque para libertar os iraquianos...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não se pode retirar o mérito a Sócrates. Ele ganhou as eleições, tal como perdeu a maioria absoluta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o Presidente da República? Parece ter endoidado. Que discurso foi aquele? Que intenções tem Cavaco? Ficou zangado por o PSD não ter ganho as eleições? Prepara-se para fazer a Sócrates o que Sampaio fez a Santana?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qualquer que sejam os seus planos, o simples facto de a sua comunicação ao país permitir estas perguntas faz dele um &lt;strong&gt;PRESIDENTE PERIGOSO ( e talvez doente)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-5593564171926550438?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2009/09/um-presidente-perigoso.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-1390538138351195181</guid><pubDate>Mon, 06 Jul 2009 11:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-06T16:20:38.656+01:00</atom:updated><title>PS Condenado por Sócrates</title><description>&lt;div align="justify"&gt;No meu último texto levantei a dúvida sobre se o PS teria capacidade para se ver livre de Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não tem. Sócrates arrasta o PS para o fundo. Um e outro estão sem Norte. A demissão de Manuel Pinho foi um disparate e a regra "geral" - disse o novo porta-voz, que não tem jeito nenhum para a função - segundo a qual não haverá mais candidaturas duplas vai condenar o PS à mediocridade das candidaturas locais. Jamais alguém, cuja carreira política esteja a ser feita no Parlamento vai aceitar ir disputar eleições locais, sobretudo em Câmaras cujas vitórias não estão asseguradas à partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve voltaremos a ter os presidentes de câmara eleitos sem maiorias a "comprar" os vereadores da oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta medida, tomada numa reunião de Sócrates com os eus clones revela um desnorte total e uma falta de dignidade confrangedora. De facto, Sócrates acabará por atirar o PS para um deserto cuja dimensão dificilmente será avaliável.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-1390538138351195181?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2009/07/ps-condenado-por-socrates.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-4745292217171751406</guid><pubDate>Wed, 10 Jun 2009 10:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-10T12:48:52.093+01:00</atom:updated><title>Terá O PS Força Para Se Desembaraçar De Sócrates?</title><description>&lt;div align="justify"&gt;As conclusões a retirar das últimas eleições europeias são simples: o País voltou para trás alguns anos e aguarda com alguma resignação, por parte de alguns, e com bastante alegria, por parte de outros, o regresso ao poder de uma aliança da direita feita de interesses e objectivos escuros que mais tarde aparecerão - ou não - nas primeiras páginas dos jornais com títulos a falar de milhões que passaram dos cofres públicos para o bolso de uma dúzia de políticos empolgados a jurar diariamente que a sua preocupação "são as pessoas".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como é que foi &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;possível&lt;/span&gt; voltarmos a este cenário? Fácil...José Sócrates ganhou as últimas eleições legislativas, rodeou-se de uma série de incondicionais, naturalmente &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;medíocres&lt;/span&gt;, e começou a atacar tudo e todos: professores, camponeses, polícias, pescadores, funcionários públicos, a justiça no seu conjunto, os reformados. A certa altura a maior parte dos portugueses &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;chegou&lt;/span&gt; à conclusão que tinha no governo o seu principal inimigo - que ameaça com medidas de controlo quase policial da vida de todos nós.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Ninguém&lt;/span&gt; acredita nas boas intenções desta gente, na teimosia deste grupo que se instalou no poder com a certeza de que a teimosia e a arrogância do seu chefe os lá vai manter até ao final da legislatura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E depois, depois das próximas eleições, quando o PS for confrontado com o resultado do ódio que o povo vota a este governo e vir a sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;votação&lt;/span&gt; reduzida para níveis nunca imaginados? Será que ainda vamos ouvir as palmas do Augusto Santos Silva, da Maria de Lurdes Rodrigues, do Mário Lino, do Jaime Silva, do Vieira da Silva e de todos os outros?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando PS de Sócrates nos entregar de novo aos que fazem da política trampolim para as contas escondidas, para as fortunas acobertadas pelos registos de outros nomes, quando isso acontecer, vamos, finalmente, concluir que José Sócrates foi o coveiro de todas as nossas esperanças de mudança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só nessa altura vamos concluir que deveríamos ter obrigado o Secretário Geral do PS a ser mais humilde, a preocupar-se, de facto, com as pessoas a não se aliar aos liberais mais radicais, a não fazer dos banqueiros os seus parceiros preferenciais, a conversar com os sindicatos, a não transformar a educação num reino de imcompetentes, burocratas, desejosos de poupar o mais possível, copiando modelos idiotas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só nessa altura, quando o PS se preparar para uma travessia no deserto, amaldioçado por quem depositou tanta esperança nas promessas de há quatro anos, vamos concluir que houve um tempo para dizer a Sócrates: chega?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Iremos então perceber que o PS é, afinal, composto por um grupo de militantes ausentes, acríticos e atentos apenas à perspectiva de um emprego, de um favor, incapaz de forçar a sua direcção a mudar de políticas quando é necessário, a fazer alianças com os grupos ideologicamente mais próximos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não me parece que o PS vá acordar deste sono hipnótico e demonstre capacidade para, ainda antes das próximas eleições, se desembaraçar de Sócrates, dos seus discursos arrogantes, do seu jeito odioso, das suas políticas que só alguma comunicação social ( aquela que obviamente recebe contrapartidas) entende .&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que resta alguma força ao PS para interpretar o que é evidente há muito tempo: o Povo Português não quer esta política, não quer este governo, não quer este primeiro-ministro?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-4745292217171751406?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2009/06/tera-o-ps-forca-para-se-desembaracar-de.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-430710660463319984</guid><pubDate>Tue, 05 May 2009 14:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-05T15:52:56.297+01:00</atom:updated><title>Maiorias Absolutas, Blocos Centrais, as Maningâncias do Costume</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Falemos de eleições &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;legislativas&lt;/span&gt; para as quais já se aventam os cenários &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;costumeiros&lt;/span&gt;, sempre avançados pela mesma gente ou pelos seus representantes. Perante a certeza de que o PS jamais obterá uma maioria absoluta, aparecem os representantes da mesma moeda a sugerir que talvez eles, os do PSD a consigam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caso contrário - já o sugeriu o Presidente da República, já o defendem jornais, televisões e rádios e até já Jorge Sampaio se pronunciou a favor - uma coligação dos chamados dois maiores partidos para um governo "forte".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que será para esta gente, um governo forte? Aquele que governa contra as pessoas, o que chega ao poder fazendo promessas ilusórias, o que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;destrói&lt;/span&gt; a Escola Pública para abrir os colégios dos amigos, que produz diariamente toneladas de informação sobre concessão de  apoios que depois não se concretizam?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou um governo que, depois de tomar posse substitui toda a gente que não tem cartão partidário para colocar o primo do primo que vai a todos os comícios e bater palmas em todas as convocatórias do partido?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um governo forte para toda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;esta&lt;/span&gt; gente que o anda a pedir é um governo que satisfaça ainda mais as exigências dos banqueiros, das chamadas empresas do regime, que promova a construção de grandes obras públicas com a maior parte do dinheiro necessário a ser gasto lá for para que as comissões caiam nas contas entretanto abertas em paraísos fiscais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um poder forte?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que os portugueses têm medo de retirar o poder a quem sempre o teve desde há trinta e cinco anos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;VAMOS TODOS, DE NOVO, NA CONVERSA DA &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;INGOVERNABILIDADE&lt;/span&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O QUE É QUE OS ÚLTIMOS GOVERNOS TÊM FEITO?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que o Povo Português não é capaz de dar uma lição a estes vampiros e baralhar tudo, sem ouvir o que dizem as sondagens, deixando os partidos do "poder forte" com os votos dos seus militantes?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos por-nos de cócoras perante os banqueiros, os grandes empresários, os interesses inconfessáveis dos que enriquecem com a política e depois saltam para a alta roda dos negócios?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-430710660463319984?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2009/05/maiorias-absolutas-blocos-centrais-as.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-7026056174737121652</guid><pubDate>Tue, 28 Apr 2009 18:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-28T20:01:21.189+01:00</atom:updated><title>São os Loucos dos Cereais</title><description>Sãos os loucos de Lisboa&lt;br /&gt;Que nos fazem duvidar&lt;br /&gt;A Terra gira ao contrário&lt;br /&gt;E os rios nascem no mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o refrão de uma composição cantada por um grupo musical chamado "Ala dos Namorados", mas que pode cantar-se com outras palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os loucos do sangue&lt;br /&gt;Que o bebem com cereais&lt;br /&gt;Logo pela manhã&lt;br /&gt;Para acalmar os medos da PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem isto a propósito do que se vai passando na Portugal PT - agora apenas uma empresa, onde reuniu PT Comunicações, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;TMN&lt;/span&gt; e todas as outras, exceptuando a PT PRO, uma criação de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Zenal&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Bava&lt;/span&gt; para prestar serviços a todas as empresas do Grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhadores desta empresa alguns estão a ser distribuídos pelos vários serviços da Portugal PT, outros serão, evidentemente despedidos através dos mais variados &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;artifícios&lt;/span&gt; usados pela Direcção de Recursos Humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, a UGT, através de João Proença, seu secretário geral, já denunciou os abusos cometidos pelo maior grupoempresarial português...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso, um super-administrador, braço direito (talvez também esquerdo..) de Zenal Bava, Rosa da Silva, anda a fazer discursos estranhos aos trabalhadores da Portugal PT, que se resumem a duas ou três ideias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" Sou um homem do Iriarte (ex-presidente da TMN) e do Bau (ex-presidente da TVCabo), estou há mais de dez anos na PT, conheço toda a gente como as minhas mãos e...não se preocupem porque eu como cereais com &lt;strong&gt;sangue&lt;/strong&gt; todas as manhãs e hei-de conseguir que esta empresa seja rentável".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem o ouve não quer acreditar e, sem o dizer, vai pensando: este homem está louco. Há mesmo quem fique assutado e o imagine com sangue a escorre-lhe pela boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será ele o personagem da canção SÃO OS LOUCOS DE LISBOA ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-7026056174737121652?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2009/04/sao-os-loucos-dos-cereais.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-9141893822899930304</guid><pubDate>Wed, 22 Apr 2009 13:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-22T17:00:52.346+01:00</atom:updated><title>BES e o Seu Quintal Preferido</title><description>&lt;div align="justify"&gt;O Banco Espírito Santo (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;BES&lt;/span&gt;) é um dos accionistas mais importantes do grupo empresarial PT. E também a entidade que melhor aproveita essa condição.É o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;BES&lt;/span&gt; que gere grande parte das finanças do grupo PT, nomeadamente no pagamento de salários, não sendo, seguramente, esta a fatia que maiores rendimentos proporciona ao banco de Ricardo Salgado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De resto, quando se ouve Salgado falar da PT tem-se a sensação de que ele é o "dono". Os outros pouco contam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há também outros pormenores aparentemente insignificantes mas que explicam muito nesta relação de dono da quinta: muitos dos dirigentes da PT pertencem, simultaneamente, ao Conselho de Administração do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;BES&lt;/span&gt;. Foram os casos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Murteira&lt;/span&gt; Nabo, Miguel Horta e Costa e Henrique Granadeiro. Este último é hoje ainda do "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;chairman&lt;/span&gt;" da PT.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tempos houve em que alguns administradores da telefónica resistiam às pretensões do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;BES&lt;/span&gt;, mas isso custou-lhes o lugar, pelo que hoje, mesmo que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;BES&lt;/span&gt; não apoie explicitamente quem quer que seja, é de boa política aprovar as suas propostas. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Zenal&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Bava&lt;/span&gt;, que é suportado pelo Banco Espírito Santo e por muitos investidores institucionais de âmbito internacional, encarrega-se de fazer cumprir a regra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há dúvida de que a maior parte das operações financeiras entre as duas instituições são confidenciais e, portanto, nada se sabe delas. Todavia, há uma que é óbvia para os seus trabalhadores: a transferência dos seus vencimentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E como se faz? A PT disponibiliza ao dia 15 de cada mês as verbas necessárias para que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;BES&lt;/span&gt; transfira para os bancos indicados pelos trabalhadores os respectivos salários. E isto acontece ao dia 20, pelo que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;BES&lt;/span&gt; ganha os juros correspondentes a uma quantia que não deve ser pequena.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todavia, este mês, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;BES&lt;/span&gt; ganhou mais a manhã do dia 20 de Abril porque só disponibilizou o dinheiro na tarde desse dia, depois de alguns protestos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Caixa Geral de Depósitos, que também tem uma parte desta operação cumpriu com os prazos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como é óbvio nenhum jornal, rádio ou televisão alguma vez se referiu a esta dependência da PT relativamente ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;BES&lt;/span&gt;, mas para quem a constata não pode deixar de ficar &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;estupefacto. Como é que o maior grupo empresarial português se deixa subjugar desta maneira?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-9141893822899930304?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2009/04/bes-e-o-seu-quintal-preferido.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-8127681619710393470</guid><pubDate>Sat, 18 Apr 2009 13:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-18T15:41:22.296+01:00</atom:updated><title>Ricardo Salgado, Igreja e a Oportunidade da Crise</title><description>&lt;div align="justify"&gt;No dia 26 de Janeiro de 2006 escrevi um texto com o título "Ricardo Salgado Super &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Star&lt;/span&gt;" para assinalar o aparecimento do banqueiro em tudo quanto era comunicação social, numa época em que a imagem do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;BES&lt;/span&gt; passou por um mau bocado e se falavam de visitas estranhas da Judiciária a casa de altos funcionários do Banco. Desde então nunca se soube a verdade sobre essas "rusgas".&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;  Ricardo Salgado voltou agora a fazer uma operação semelhante, dando entrevistas a vários órgãos de comunicação social. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;É&lt;/span&gt; óbvio que o interesse não partiu dos jornais, das rádios e das televisões. Foi a máquina de informação de Ricardo Salgado a manipular. É uma manipulação tão evidente que é uma vergonha para quem dirige e trabalha em tais casas "de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;putas&lt;/span&gt;".&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; E o que quer Ricardo Salgado desta vez? Aproveitar a crise de todos os modos. Já está a normalizar os seus balanços à custa da baixa de juros do BCE e da subida dos seus próprios juros, dificultando, tanto como os outros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;bancos&lt;/span&gt; a vida às pequenas e médias empresas e às famílias.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;As entrevistas que deu revelam, primeiro, que está preocupado com a imagem que os banqueiros têm depois desta crise financeira e económica. Todo o Mundo percebeu a responsabilidade desta verdadeira catástrofe mundial, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ela&lt;/span&gt; cabe &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;inteirinha&lt;/span&gt; aos banqueiros desonestos, sem ética, gananciosos. E aqui não há excepções.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; A imagem dos banqueiros vai mesmo ficando cada vez pior e Salgado vem dizer que os políticos falam mal deles "porque dá votos..." Ele tem medo dos avisos de algumas vozes credíveis: pode estar eminente uma perturbação social grave.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ele sabe que em Portugal nada começa, mas, no resto da Europa já há indícios de que alguma coisa pode vir a acontecer aos bancos e aos banqueiros. Depois, o movimento pode chegar a este rectângulo periférico, habitado por um povo quieto, capaz de suportar políticos corruptos, forças da ordem que se dedicam a emboscadas para "sacarem" multas aos cidadãos cumpridores da lei, já que dos outros têm medo e banqueiros ladrões.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece evidente que o clima de impunidade que ainda se vive em todo o Mundo relativamente aos urdidores deste saque global feito pelos banqueiros e seus lacaios vai ter um fim. Parece evidente que entrámos numa outra época, cujo princípio será o fim dos chamados paraísos fiscais, onde, ainda hoje, a banca internacional continua a esconder os seus lucros escandalosos e a fuga aos impostos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E porque o fim parece estar próximo e embora em Portugal tudo aconteça sempre mais tarde, também cá vai chegar. Então Ricardo Salgado antecipa-se e, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;oportunisticamente&lt;/span&gt;, põe em movimento a sua máquina de manipulação da comunicação social para anunciar o que, para ele, seria bom: uma amnistia global para os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;off&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;shore&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tão bom que era. Os crimes cometidos eram esquecidos, os capitais exportados podiam voltar sem ter que pagar impostos e tudo continuaria risonho para a banca e para os banqueiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta solução, sugerida por Ricardo Salgado, é uma confissão de culpa, mas o medo é muito e ele procura transformar uma dificuldade numa vantagem. Seria mais um favor da crise.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;À procura do mesmo está a Igreja com o seu programa de socorro à sociedade dos desfavorecidos através de um esquema que até promete empregos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É mesmo interessante. A Igreja mostra-se preocupada e apresenta um programa de salvação. Mas onde vai a Igreja buscar os recursos ? Ao Estado, com quem vai procurar assinar protocolos e aos cidadãos anónimos para cuja solidariedade apela, abrindo uma conta num banco (que até pode ser o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;BES&lt;/span&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda a comunicação &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;soc&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;ial&lt;/span&gt; deu grande &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;relevo&lt;/span&gt; a esta iniciativa e a louvou. Muita gente sugeriu mesmo que a Igreja católica se estava a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;substituir&lt;/span&gt; ao governo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ninguém referiu o facto de a Igreja ter milhões e milhões que lhe permitiriam criar um programa de apoio às vítimas do saque dos banqueiros perfeitamente autónomo. Nem que para tal tivesse que vender o painel de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;ouro&lt;/span&gt; com que enfeitou a nova igreja do santuário de Fátima.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não, nada disso, a Igreja, também &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;oportunisticamente&lt;/span&gt;,  procura aproveitar a crise, para melhorar a imagem, por um lado, e para arranjar maneira de financiar as várias organizações que mantém e que servem também para empregar padres, irmãs de padres, amigos de padres, etc., por outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E assim se vai vivendo a crise em Portugal...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS - o meu texto de 26 de Janeiro de 2006 tem 59 comentários &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;estranhíssimos&lt;/span&gt;. Espero que não aconteça o mesmo com este.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-8127681619710393470?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2009/04/ricardo-salgado-igreja-e-oportunidade.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-9206897502743292102</guid><pubDate>Sat, 04 Apr 2009 16:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-04T18:59:18.878+01:00</atom:updated><title>Que Esperam eles ? E Por Que Esperamos Nós?</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Tenho que confessar: os últimos anos vividos em Portugal confundiram-me. Deixei de entender o que se passa e não tenho a perspectiva que a minha terra possa mudar de rumo e constituir-se num estado democrático normal, com um poder honesto, interessado em resolver os problemas das pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se voltar atrás, à fuga desorientada de Guterres depois de ter perdido as eleições autárquicas, tenho que, à luz do que se se passa agora, perceber que ele não fugia da derrota mas de outros males: o controlo do aparelho do partido e do estado pelos novos ricos, que aparecem agora, quer no governo, quer na actividade privada a recomendar uma legislação que os obrigue a explicar porque é que em menos de vinte anos acumularam patrimónios que já não cabem em Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de Guterres foram os disparates sucessivos do PSD, com promessas não cumpridas e com mais uma fuga, a de Durão Barroso, deixando o país entregue a um improvável primeiro-ministro: Santana Lopes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi a rebaldaria total. Não se percebeu nada, a não ser que apareceram mais uns quantos novos ricos, visíveis na Câmara Municipal de Lisboa que ele entregou a um incrível , diria mesmo irresponsável, Carmona. A Câmara foi quase à banca rota, mas as notícias sobre prémios de gestão indicavam o objectivo dos nossos homens e mulheres que preenchem os diversos graus de poder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, no governo Santana Lopes criava a sua própria corte, isto é, seleccionava o grupo de amigos que poderiam a ficar ricos com ele. Alguns já não precisavam da rampa Santana, tinham subido ao palanque dos muito ricos nas escadas construídas por Cavaco Silva, durante os anos em que a União Europeia despejou carradas de dinheiro sobre esta pobre terra (pobre porque há séculos que não tem uma elite honesta...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não deixaria de ser interessante averiguar os companheiros de Cavaco e descobrir o modo como ficaram ricos. Muitos deles eram pobres funcionários ou do Estado ou de empresas públicas. Uma averiguação ao próprio Cavaco e já agora a Santana Lopes haveria de ter resultados interessantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em todas estas etapas, a banca foi crescendo, ganhando garras. Em alguns textos que estão lá para trás eu bem que me inquietei com a arrogância, com a mentira, com a falsidade, com a falta de ética dos banqueiros, alguns deles mais parecidos com verdadeiros padrinhos da máfia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas os homens do poder não tiveram, não têm força para se lhes opor e as surpresas aconteceram: o BCP alimento, de repente escândalos inconcebíveis há anos atrás, mas as consequências não foram nenhumas. Até fico com a sensação de que os portugueses apreciam os autores destes malabarismos financeiros e os invejam um pouco por não estarem em condições de fazer o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É neste contexto que o PS ganha a sua primeira maioria &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;absoluta&lt;/span&gt;, fazendo promessas que logo a seguir nega. "Não imaginávamos que a situação fosse tão má".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta maioria fez crescer a arrogância de Sócrates, que se rodeou de gente &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;medíocre&lt;/span&gt; e transformou alguns deles em &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;verdadeiros&lt;/span&gt; cães de guarda. O PS transformou-se num partido liberal, protegendo o capital e em especial as empresas dos seus antigos dirigentes, que, por alguma razão não se misturam com os ex-mandões do PSD. É deste campo que surgem os dois mais meditáticos escândalos: BPN e BPP.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;BPN&lt;/span&gt; revelou mais um c&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;avaquista&lt;/span&gt; ladrão. Este está preso, mas os outros andam por aí. Um deles até é conselheiro de Estado. Muitos dos ex-ministros de Cavaco são accionistas do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;BPN&lt;/span&gt; e da S&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;LN&lt;/span&gt;, mas nenhum deles apercebeu que o ex-secretário de estado do orçamento andava a enganar toda a gente, incluindo o Bando de Portugal, que, pela voz do seu mais alto responsável, diz ter tido conhecimento de operações irregulares apenas muito tarde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pelo seu lado, o BPP, uma sigla que não tinha existência nos jornais, nas rádios ou nas televisões, revelou-se como o Banco Privado Português, uma entidade que geria fortunas pessoais... e também quer beneficiar do apoio que o Govero deu aos outros bancos, traduzido em avales chorudos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo isto acontece enquanto nos Estados Unidos os banqueiros revelam também a sua verdadeira face de vigaristas, exploradores da miséria. Nasce uma crise financeira internacional, que se amplia numa crise económica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os diversos governos, inclusive o português, tomam medidas de apoio à economia, sobretudo, dizem eles, às pequenas e médias empresas. E o que acontece com essas medidas? Os Bancos limpam os seus balanços da especulação que andaram a fazer com as contas dos seus depositantes e não concedem o crédito de que as empresas necessitam para sobreviver. O Banco Central Europeu desce as taxas Euribor até 1,25%, mas os bancos, geridos por &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;merceeiros&lt;/span&gt; de gravata última moda, aumentam o spread em 300%.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sócrates, entretanto metido no centro de um furacão chamado "Freeport" desdobra- em operações de charme, já em pré-campanha; das pessoas só já lhe interessa o voto. E tê-lo-á, pelo menos dos que enriqueceram indevidamente porque já anunciou que uma proposta do PSD no sentido de legislar no sentido do apuramento dessas fortunas não terá o voto do PS.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que esperar desta gente? Que esperam eles. Que nos fiquemos sempre quietos, bem educados, a bater palmas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Espero viver ainda o tempo suficiente para ver este meu povo a dizer não. Mas um NÃO com muita força!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-9206897502743292102?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2009/04/tenho-que-confessar-os-ultimos-anos.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-7365274364598392427</guid><pubDate>Fri, 02 Jan 2009 15:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-02T20:32:33.098Z</atom:updated><title>QUEM TVIU</title><description>As histórias dos bancos coitadinhos e dos investidores coitadérrimos são naturalmente insidiosas. Dificilmente se pode crer que um coitadinho foi colocar no banco, e logo em um dos recém-chegados, as suas economias, para simples resguardo! Havia promessa de melhores juros, lá isso havia, como havia, aliás, melhores juros prometidos aos próprios bancos, por outros bancos além.Claro que os novissimos banqueiros devem ter-se resguardado melhor, se é que não se limitaram a resguardar-se a tempo de salvar o que podia ser salvo. É evidente que o salvado mal chegou para os salvadores!&lt;br /&gt;Aos investidores coube em sorte o azar dos Távoras. Nem se pode rogar a Deus, porque de há muito o Altíssimo determinou que a gula fosse pecado.&lt;br /&gt;Mas, senhores, um governo, qualquer que seja, não é como o Barbas. Não tem que perdoar à toa; mas daí a usar o taco do povo inapto para socorrer a infelicidade de banqueiros pecaminosos cabe algum exagero.&lt;br /&gt;A graça devida aos eternos criticadores não está, não senhor, dissimulada. Já o avô dos meus avós costumava explicar aos filhos perplexos: «quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão»...&lt;br /&gt;Qualquer mexilhão que se preze sabe que escusa de estar descansado!&lt;br /&gt;No eléctrico que me levava para os Restauradores vislumbrei no matutino do sujeito que ia ao meu lado que a Televisão estava a chegar a Portugal. Ena,pá? Pode lá ser!  Podia,pois...&lt;br /&gt;Era por mór da rainha inglesa, que estava a chegar. A soberana, mesmo jovem pesava e  Salazar foi convencido. &lt;br /&gt;Por essa altura até os banqueiros eram discretos e, sobretudo, prudentes. O pequeno comércio pagava com  letras a curto prazo. O sistema foi empurrado por uma empresa, poderosa, é verdade: a CRGE! Foi o fornecedor da luz que promoveu as vendas a crédito, mas a crédito controlado, bem entendido. O meu pai comprou a primeira máquina de barbear eléctrica que entrou na nossa casa e veio a ser paga mensalmete no recibo da luz. Coisa de nada, pois. Mas o negócio alastrou, mas isto já todos por aí sabem. Não sabem ou não se lembram é do muito que se seguiu.&lt;br /&gt;Tudo ou quase no salazarengo regime precisava de licenças. As licenças eram úteis porque necessitavam de fiscais. Por exemplo os isqueiros. Coisa simples. Pois! Mas atraiam pela via do cinema. Todos os galãs acendiam cigarros com isqueiros. Até as vamps fumavam no cinema e usavam isqueiros! As fosforeiras franziam as pestanas ou outras coisas possíveis de franzir.&lt;br /&gt;Os isqueirados da nossa terra tiveram de munir-se de licença e criou-se uma legião imensa de fiscais. Implacáveis. Arrecadavam uma parte da multa. Estimulou-se ao mesmo tempo a delação,&lt;br /&gt;permitindo ao delator arrecadar metade do prémio atribuido ao fiscal. Aliás a licença explicitava claramente que em casa de denuncia «o vil denunciante» tinha direito reconhecido. Reconheço que era um tudo nada reles, mas ainda assim permitiu aos fosforeiros reconciliar-se com o regime!&lt;br /&gt;Eram coisas do passado,  dir-me-ão. Pois, direi eu, que não tenho muito que dizer, a não ser&lt;br /&gt;que não fui o único a recordar-me da facécia. As taxas de Rádio ou Televisão não acabaram no&lt;br /&gt;25 mas aliviaram. Iam-se sumindo. A taxa da TV foi abulida pelo então primeiro-ministro Cavaco Silva, quando entregou à SIC e (na altura) à Santa Igreja os dois canais privados. Mas a taxa da Rádio essa manteve-se, ainda que se fosse sumindo aos poucos. Foi Arlindo de Carvalho que a recuperou para a já RDP, num alarde maquiavélico: através da cobrança mensal de Luz. Nos primeiros meses baldei-me alegando que era surdo e não ouvia Rádio. A verba para a Rádio era&lt;br /&gt;referenciada no recibo da luz e permitia recusar liquidar esse valor. Mas o presidente da Rádio impôs outras regras e a refência  ao montante destinado à Rádio desapareceu do recibo.&lt;br /&gt;Desconheço como se passam hoje esses discretos arranjos. Mas dá que pensar. A Televisão juntou-se à Rádio. Bom, e então? Não sei. Não sei se ainda pago e se pago quanto pago. Mas...&lt;br /&gt;pois, mas. Sendo juntas para onde irá (iria) o taco. Se ainda houver taxa, como é? Não se deve esquecer que a taxa é cobrada alegadamente por dispensa de pub. No caso de não se recordarem lembro-lhes que a RTP para poder cobrar taxa e exibir pub teve de criar o segundo canal isento de.&lt;br /&gt;Oh! Então não se lembram do lançamento da TVCabo? Canais, muitos canais, sem pub, sem pub. Mas para montar o sistema incluiram-se os canais de antena no Cabo. A pub cresceu, creceu, sem parar...&lt;br /&gt;Com a crise programada para os próximos tempos a pub deve beneficiar de descontos aliciantes&lt;br /&gt;o que triplicará de anúncios e promoções. Irá gastar-se menos a produzir, gastar-se menos a comprar.&lt;br /&gt;Não se queixem. A TV ainda não é obrigatória. Pode deitar-se no lixo e ir ver a bola no Estádio ou...mais prático em casa do vizinho...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-7365274364598392427?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2009/01/quem-tviu.html</link><author>noreply@blogger.com (Rafael Soares)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-2210937661281927755</guid><pubDate>Sat, 22 Nov 2008 11:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-01T14:17:47.059Z</atom:updated><title>Os Banqueiros Oportunistas e o Estado Mentiroso</title><description>&lt;div align="justify"&gt;De um dia para o outro o Mundo lembrou-se de Marx e há muita gente a lê-lo ou a relê-lo. As suas análises e previsões estão cada vez mais perto da nossa realidade. Um dia destes alguém se recordará de Bakunine para fazer uma releitura e incitar à leitura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E porquê estas leituras?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A primeira porque toda a gente está a verificar que os banqueiros se estão a aproveitar de uma crise financeira - que eles próprios criaram - para reforçar a sua capacidade de intervenção nas economias dos vários estados, a começar pelos Estados Unidos (a eleição de Obama é uma grande vitória social, mas do ponto de vista político muito muito pouca coisa vai mudar...não nos iludamos). Em Portugal essas tentativas são uma vergonha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante mais de trinta anos os bancos portugueses aproveitaram uma lei que lhes dava facilidades para a sua reestruturação depois de reprivatizados para fazer toda a espécie de tropelias: redução de pessoal, abertura de contas offshore, criação de taxas sobre taxas...Alguns deles interferiram nas grandes empresas, tornando-se accionistas para as secar e obrigando-as a seguir o mesmo exemplo de gestão em matéria de pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portugal tem neste momento dezenas de milhar de homens e mulheres que foram obrigados a abandonar os seus postos de trabalho com reduções dos seus rendimentos e muitas vezes, depois de processos violentos de "assédio no trabalho". A maior parte deles ainda com as suas capacidades intactas e representando o mais importante que as empresas tinham e que jamais terão porque, para os subsituir foram contratados jovens com remunerações ridículas e em sistemas de total precaridade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em cima deste desprezo pela componente do trabaho no processo de produção, os banqueiros e os seus lacaios nas empresas foram enriquecendo, fazendo toda a sorte de trafulhices com a conivência dos políticos, muitos deles transformados ,como que por golpes e mágica, em gente rica, milionária.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A subordinação do poder político ao poder económico foi acentuando-se e os interesses dos grandes grupos económicos passaram a ser lei. Uma das leis é a do crescimento permanete dos lucros. É espantoso! As comparações que os bancos e as grandes empresas fazem acerca dos seus proveitos: têm sempre milhões e milhões de lucro, mas agarram-se à comparação de que não atingiram os números previstos e, nos últimos tempos, queixam-se de que as comparações com o ano anterior são desfavoráveis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De crise em crise chegou-se ao actual estado de coisas: o Estado concede milhões de aval aos bancos para que eles possam emprestar dinheiro às empresas. E o que é que acontece? Os bancos apertam os critérios para conceder empréstimos às empresas e às famílias e reforçam as sua reservas de capital.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A economia entra em recessão porque - já dizia Marx - não há criação de verdadeira riqueza, é tudo papel que circula entre grupos de parasitas, porque nada produzem .&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os que produzem sofrem as consequências dos despedimentos em série, do fecho de empresas dos sistemas de pré-reformas e reformas antecipadas. Essas dezenas de milhar de pessoas ficam sem capacidade para comprar; deixa, portanto, de haver mercado, também porque os mais novos admitidos para substituir os pré e reformados ou despedidos são tão mal remunerados que apenas têm capacidade de repor a energia e voltar no dia seguinte - tal como no sec.XIX.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o que faz o estado através do seu governo: começa por fazer promessas que não cumpre, ataca, através do controlo que mantém sobre a comunicação social, os grupos profissionais cujos direitos quer anular. Ataca e mente. Mente descaradamente! Neste momento não há professor que não esteja à beira de um ataque de nervos. O mesmo aconteceu com os magistrados, com os médicos e enfermeiros, com os jornalistas e os militares.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prejudica indiscriminadamente todos os cidadãos através da introdução de expedientes ilegais, por exemplo nas finanças. O respectivo ministério deu instruções para retirar dos ficheiros todos os dados dos credores do estado e transferi-los para uma base de dados de acesso quase impossível. Os credores do estado que andam há anos a tentar receber o que lhes é devido, nomeadamente devoluções de IVA e respectivos juros têm, agora, que voltar a reiniciar um processo altamente complicado de requerimentos e, mesmo assim, sem nenhuma certeza.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que faz o governo, por exemplo, relativamente às pequenas e médias empresas? Os seus representantes enchem a boca com a rede de emprego que elas constituem, mas oferecem-lhe linhas de crédito de 25.000€ !!!, desde que tenham tudo em ordem, isto é, desde que não devam nada. Ora, a verdade é que todas elas têm grandes dificuldades porque não têm recursos para cumprir todos os seus compromissos, incluindo as altíssimas taxas de impostos, alguns deles, como o IVA, pago antecipadamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais: o governo assegura que, ao conceder aval aos bancos espera que eles introduzam o resultado de financiamentos externos nas empresas e nas famílias através de empréstimos. Ainda ontem o primeiro-ministro se regozijava com o facto de os bancos estarem a solicitar tais avales. Esqueceu-se de referir que o primeiro banco a solicitar um aval de 750 milhões de dólares é um banco gestor de grandes fortunas - uma operação de claro oportunismo a que a SIC Notícias deu cobertura, provavelmente porque o seu patrão, aflito porque já não tem a PT Multimédia para pagar, está interessado em recorrer ao BPP.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O governo já deveria ter lgislado no sentido de obrigar a banca a criar condições de excepção para as empresas em dificuldades, tendo como critério importante a manutenção dos postos de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O estado sabe que daqui para a frente tudo vai ser pior para as classes médias, para os pobres, mas que os ricos, os banqueiros, os gestores das grandes empresas, cujos prémios de desempenho são uma verdadeira afronta (muitos deles despedem trabalhadores das respectivas empresas para poderem usufruir de prémios milionários), vão ficar cada vez melhor. E com eles, também alguns governantes. É que, salvo raras excepções, sempre que um ministro sai do governo dá um salto para a o clube dos muito ricos. Ainda ontem Dias Loureiro assegurava que, quando saiu do Governo não tinha dinheiro. Podia até não ter dinheiro, mas tinha um património impressionante para um homem que veio de Coimbra para Lisboa como pequeno advogado sem nome, com uma mão à frente e outra atrás...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O estado comporta-se como uma pessoa desonesta, mentirosa. Pode mesmo dizer-se que o estado existe para roubar os cidadãos desprotegidos para assegurar que os outros se sintam cada vez mais protegidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isto penso que a leitura de Bakunine se vai seguir à de Marx, até porque os representantes do estado têm sempre o mesmo comportamento, independentemente da sua auto definção ideológica.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-2210937661281927755?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2008/11/os-banqueiros-oportunistas-e-o-estado.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-8174868457122809289</guid><pubDate>Wed, 12 Nov 2008 14:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-15T11:19:39.472Z</atom:updated><title>Meu Reino Por Uma Ministra</title><description>Tudo quanto se tem passado na Educação em Portugal desde que a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues e mais dois secretários de estado tomaram conta da pasta ultrapassa tudo quanto é compreensível numa sociedade regida por regras democráticas, num país que ultrapassou cinquenta anos de autoritarismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a senhora ministra responde às perguntas dos jornalistas a propósito das manifestações dos professores é incompreensível, desonesto, falacioso e tem como único objectivo garantir que, ainda que vá recuando, a sua posição seja sempre de força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que o primeiro-ministro é culpado porque já a devia ter demitido. Sócrates é pouco esperto porque teimoso, e mau governante porque não sabe prever e... "governar é prever".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ele não tenha previsto a crise financeira internacional, quando ela bailava em todos os jornais internacionais e mesmo em alguns nacionais...enfim: o homem está imbuído do espírito do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, que não tenha "adivinhado" que a senhora ministra lhe iria causar problemas?! É um mau gestor de recursos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas da educação, somados aos da Saúde, aos das Forças Armadas aos das pequenas e médias empresas (com acesso a créditos de 25.000€!!!!) vão dar, obviamente uma derrota eleitoral para o PS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem é culpado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente o Engenheiro José Sócrates e também caixeiro viajante ao serviço do Magalhães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só nos resta esperar que o PSD não fique em posição de governar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oremos...então!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-8174868457122809289?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2008/11/meu-reino-por-uma-ministra.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-1380353026827841550</guid><pubDate>Thu, 06 Nov 2008 15:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-07T16:00:57.049Z</atom:updated><title>Estudantes E Os Tempos</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Tempos houve em que os estudantes deste país, sempre que algum grupo social saía à rua ou levava a cabo qualquer demonstração de protesto, saíam - &lt;strong&gt;sempre ao lado do Povo!&lt;/strong&gt; O 25 de Abril também foi muito obra desta solidariedade permanente dos estudantes com o Povo, com as causas, que, umas vezes desciam à rua, outras, em silêncio, se desenvolviam contra a opressão, contra os poderes arrogantes.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os estudantes tiveram um papel importante porque sempre estiveram ao lado de quem se sentia injustiçado. Foi assim em Portugal, como noutros países, alguns dos quais conquistaram a sua independência aceitando a generosidade dos estudantes, que, para o efeito, tiveram, em muitos casos, que abandonar os estudos.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que se passa com os estudantes neste nosso novo tempo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deslocam-se para as faculdades em transportes individuais (sempre que vou a Coimbra fico impressionado com o volume de automóveis estacionados nas redondezas das Faculdades. No meu tempo, era um sossego...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando saiem à rua, esta gente motorizada, sai para dizer que não paga propinas, sem perceber que seria mais justa uma contestação aos preços exorbitantes praticdos nas creches...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ninguém consegue descobrir de que lado estão os estudantes nos diversos conflitos que vão opondo o Povo aos sucessivos governos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por exemplo, no actual contencioso entre os professores e o Ministério da Educação, de que lado estão os estudantes?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui está, seguramente, uma oportunidade para acções de solidariedade para com uma classe, cuja unidade, só por si, diz bem das suas razões para contestarem uma política de educação que define a próxima tragédia deste jardim à beira mar platado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde estão os estudantes, muitos dos quais dentro de alguns anos serão professores, nesta disputa?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amanhã espera-se que mais de cem mil professores voltem a Lisboa para repetir o NÃO à Ministra da Educação. Largos milhares deles foram dos que, noutros tempos, sairam à rua para, como estudantes, se solidarizarem com as lutas justas dos outros - pertencem à geração que teve, sempre, necessidade de protestar, mesmo agora que se avizinhavam tempos de sossego...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seria interessante que os nossos estudantes se juntassem aos seus professores e também dissessem não, dando, assim, uma prova de confiança nos que os ensinaram para que chegassem às faculdades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitos deles estarão a curtir a ressaca de sexta-feira e nem darão pela multidão que vai chegar a Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-1380353026827841550?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2008/11/estudantes-e-os-tempos.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-6328070548457483467</guid><pubDate>Sun, 26 Oct 2008 11:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-26T12:16:23.330Z</atom:updated><title>Tudo Na Mesma</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Se não fossem dramáticas para milhões de pessoas, as actuais mudanças do sistema financeiro internacional dariam para rir. Não há surpresas, não há imaginação e é muito fácil concluir: os ajustamentos acertados entre os estados e a banca apenas significam o mesmo de sempre: todo o Mundo trabalha para meia dúzia de "chicos espertos", invisíveis mesmo para os lacaios convencidos da sua condição de governantes. Isto é, a banca entrou em colapso porque os seus gestores,  em delírio , julgavam  o céu como o limite para as suas aventuras e ganhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E quem vai pagar? Os mesmos de sempre: os contribuintes cumpridores, trabalhadores por conta de outrém e  obrigados a aceitar as mudanças das regras determinadas pelos governos em função dos interesses dos donos da banca, cujos rostos já ninguém conhece.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A actual crise do sistema financeiro poderia servir aos governantes do chamado mundo ocidental para concluirem não ser mais possível continuar a alimentar o sistema neo-liberal, responsável pela criação de um mundo de escravos - a herança cada vez mais visível para a actual geração jovem e, seguramente, pior para as seguintes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os"governantes" estão a dar à banca todos os instrumentos de tranquilidade: os bancos vão poder continuar a apresentar todos os anos lucros mais elevados, vão poder continuar a apoiar apenas os que, tendo contas gordas, ou sendo mesmo grandes accionistas da banca e das grandes empresas, não precisariam desses apoios. O aval dos estados vai servir para financiar operações de enriquecimento dos muito ricos. Os outros vão engrossar as estatísticas dos danos colaterais desta crise: aumento do número de desempregados, dos esfomeados, das pequenas e médias empresas falidas, porque para elas não há apoios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E não há novo presidente dos Estados Unidos para salvar nada. Seja ele quem for, o sistema vai continuar, o Mundo vai ficar um sítio cada vez mais infeliz, com a cada vez mais pequena minoria usufruindo do trabalho, do esforço e dos sacrifícios de uma cada vez maior maioria de desgraçados, sem esperança no dia de amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mim assusta-me  verificar que tudo quanto se escreve ou diz a respeito desta matéria tem um sentido: o sistema vai renascer e a vida continuará. Para toda a gente com acesso à comunicação social institucional, "depois da tempestade virá a bonança". A Bonança deles...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-6328070548457483467?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2008/10/tudo-na-mesma.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-7633839100160113647</guid><pubDate>Fri, 26 Sep 2008 13:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-28T12:50:04.522+01:00</atom:updated><title>A Arrogância dos Banqueiros</title><description>&lt;div align="justify"&gt;O sistema financeiro do capitalismo selvagem, sem honra e sem ética, que os liberais inventaram e impuseram a todo o Mundo está pelas ruas da amargura. De tal forma que os americanos, os donos do sistema, vão ter que socializar, isto é, nacionalizar, as finanças para salvar aquilo que eles chamam de economia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E porque é que se chegou aqui?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não se preocupem que não vou perder muito tempo a explanar doutrinas económicas...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aconteceu porque, em todo o Mundo, nomeadamente em Portugal, meia dúzia de chicos espertos, se serviram das teorias económicas inventadas em Chigago e noutros centros americanos, para enriquecer desalmadamente e criar o princípio de que as grandes empresas e os bancos tinham - todos os anos - que ter mais lucros do que no ano anterior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os administradores das grandes empresas e dos bancos criaram também outra rotina; a dos prémios chorudos para eles próprios. Os dinheiros necessários para se premiarem têm que vir de algum lado, nem que seja do despedimento de alguns milhares de trabalhadores substituídos por jovens a quem pagam 500 Euros. Há mesmo administradores de grandes empresas que não gastam um tostão já que entregam nas tesourarias as contas dos supermercados para serem incluídas nos pagamentos da empresa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao longo dos anos fomos assistindo a esta coisa espantosa: os índices de produtividade aumentaram, aumentarm, aumentaram... e os pobres foram ficando cada vez mais pobres e em maior número, enquanto os ricos eram mais ricos e cada vez menos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os bancos, sempre na ânsia de mais lucros foram inventando os chamados produtos financeiros dos quais fazem publicidade agressiva, convidando os pobres e fazer dívidas, já que é dos juros que eles vivem. Chegaram ao ponto de mandar cheques para casa das pessoas como créditos já assegurados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E agora, o que diz o presidente dos banqueiros, o dr. João Salgueiro?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com um ar arrogante, de quem tem uma conta bem recheada e que se está nas tintas para os problemas dos outros, vem dizer de forma insultuosa que a culpa do endividamento dos cidadãos é da sua exclusiva responsabilidade e dá lições de bom comportamento a quem o ouve ao mesmo tempo que vai criticando as leis que o governo promulgou e que proibem os bancos de cobrar comissões pela trasnferência de empréstimos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que fazer com este gajo insolente, provocador, nababo, um dos chicos espertos que aproveitou a política para se instalar bem e ir acumulando dinheiro em cima de dinheiro à custa do esforço daqueles que iam aproveitando as pequenas oportunidades para melhorar as suas condições de vida?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que fazer com este predador que nem sequer sabe onde vive e ainda não percebeu que isto agora também vai piorar para o lado dele?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-7633839100160113647?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2008/09/arrogncia-dos-banqueiros.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-6904475008082629469</guid><pubDate>Sun, 21 Sep 2008 18:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-21T20:00:55.101+01:00</atom:updated><title>É Tempo de Pensar</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Portugal entrou definitivamente na campanha leitoral para o ano de 2009 que se aproxima a grande velocidade. Ou, pelo menos o PS já o fez. Os outros não sabem ainda o que fazer, estão amarrados à sua própria frustração de não ser poder e de não conseguir exibir o mesmo ar arrogante que Sócrates exibe nos comícios e nas Escolas onde vai vender a banha da cobra, tecendo elogios a um sistema escolar que foi aconselhado pelo FMI a vários países para diminuirem as despesas orçamentais com a Educação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E aquele ar do primeiro ministro que aperta a mão a toda a gente atirando o braço para o lado, sinal de que vai continuar para a frente, sempre a sorrir ( o assessor de imagem deve ter imposto o sorriso permanente- será que também fica com aquele esgar em casa?... para treinar, sei lá...), aquele ar irrita mesmo, porque me faz lembrar 1991, quando toda a gente, depois de todas as asneiradas que o Cavaco fez, dizia que o homem ia aprender uma lição com uma derrota a sério e cabou por ter uma segunda maioria absoluta que nos atirou de cangalhas. Até me arrepio a pensar que pode acontecer o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E se acontecer o mesmo os boys PS vão imitar ainda mais o ar do chefe e vão ficar ainda mais arrogantes, insuportáveis. Se já hoje não há assessor de vogal  do CA de empresa pública que não se julgue capaz de, com um simples gesto, destruir a vida de um simples cidadão, daqueles que não quer mais nada, só trabalhar, só sair do sufoco para onde os impostos e a segurança social e as propinas que às vezes tem que pagar para resolver uns assuntos mais complicados o atiraram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, tal como em 1991, estou com uma grande esperança que este povo desperte e perceba que o poder não pode estar entregue a estes trafulhas que em tempos de eleições prometem tudo e depois argumentam que "também os partidos mudam de opinião..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nós não podemos entregar o nosso país a esta gentalha que considera que para os ricos o Estado é só generosidade, mas para os pobres nem sequer existe...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nós não podemos entregar as nossas crianças a estes mentirosos que estão a fazer das escolas fábricas de escravos, da nossa saúde um esquema de passagem de passaportes para o cemitério e da nossa justiça um sistema de validação do crime indiscriminado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nós temos que colocar um travão a estes desaforos a estas notícias que ninguém explica, a esta promiscuidade entre a política e os negócios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E temos que começar a pensar já nisso, porque os nossos inimigos já iniciaram a estratégia de manutenção do poder. Temos que os obrigar a partilhar mas não com os outros, iguais a estes. Temos que tentar outra via. Temos de ser cidadãos responsáveis. Temos de chamar à esfera do poder outros, ainda que corramos o risco de se mostrarem iguais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-6904475008082629469?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2008/09/tempo-de-pensar.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-5788003217404766027</guid><pubDate>Fri, 12 Sep 2008 15:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-12T17:11:00.802+01:00</atom:updated><title>Uma Aparência Igual a Zero</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Um dia destes (há dois ou três), na fuga matinal que faço às rádios institucionais - que já não posso ouvir - sintonizei uma das minhas alternativas, uma "Rádio Refúgio" em que apanhei a conversa com um senhor já de idade e que, pela conversa, deve ser padre católico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parei para ouvir e fiquei verdadeiramente espantado: pela primeira vez ouvi alguém, pertencente a uma instituição, cujo grau de senilidade já há muitos e muitos anos ultrapassou os limites do razoável, reconhecer este facto simples: " a Igreja Católica é a hierarquia", constituída por padres, diáconos, bispos, cardeais e, no topo, o Papa. Para além disto é nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A voz, já um pouco cansada dos anos, falava em serviços que esta hierarquia presta e lembrava que a Igreja Católica fica longe, vive completamente afastada das comunidades em que se insere e falava, a propósito, da Igreja dos primeiros tempos, em que as pessoas se reuniam nas casas uns dos outros, segundo os relatos do apóstolo Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De facto, olhando à nossa volta, percebemos as Igrejas fechadas, os padres vestidos comos os grandes senhores, a alimentar-se bem em restaurantes caros, ao mesmo tempo que percebemos a tal hierarquia a tentar conquistar cada vez mais espaço nos media - nunca perdem uma oportunidade para exibir aqueles barretes e aqueles vestidos "giríssimos" enquanto vão falando de coisas que, na maior parte das vezes não lhes dizem respeito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A propósito do desfazamento existente entre a Igreja e a Sociedade, na  entrevista também foi referido o casamento dos sacerdotes e a participação das mulheres de forma activa na tal hierarquia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O padre entrevistado - já referi que não me pareceu um jovem - disse mesmo que, nesta altura, há dois grupos a lutar pelo casamento: os gays e os padres.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para mim foi o início de dia diferente. Eu que já não pensavem na Igreja há um ror de anos, dei comigo a pensar na diferença espectacular que existe entre esta Igreja Católica e, por exemplo, a Igreja Anglicana, que faz parte das comunidades em que se insere, ajudando com a sua presença activa à solução de inúmeros problemas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje o Papa foi a França. O que terão feitos os sacerdotes católicos de todo o Mundo? Aposto que muito pouco.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-5788003217404766027?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2008/09/uma-aparncia-igual-zero.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-4303752528303307014</guid><pubDate>Fri, 05 Sep 2008 14:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-05T16:09:51.483+01:00</atom:updated><title>A Grande Fraude</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Por mais força que faça para me desinteressar em absoluto dos assuntos da política nacional e me recuse a ouvir ministros e seus agentes, tais como jornalistas, nem sempre é possível escapar ao conhecimento de algumas coisas que se vão passando neste país a caminho de um precipício.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Educação transformou-se de "a grande paixão" na GRANDE FRAUDE socialista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje o primeiro-ministro, acompanhado da sua ministra da Educação fez saber que mais de 90.000 portugueses vão receber diplomas de "certificação de capacidades" ( suponho que a designação da mentira é essa).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o que significam estes papéis?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que 90.000 dos mais de 400.000 inscritos vão ficar habilitados, uns com um certificado do nono ano e outros do décimo segundo, depois de umas aulas ministradas no programa de "Novas Oportunidades" e em que, basicamente, os candidatos demonstram o que já sabem fazer e, por isso, lhes é entregue um diploma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estes diplomas, entregues a 90.000, vão, seguramente, ser entregues aos restantes 300.000. Com esta fartura de certificados de capacidades, Portugal sai da sua posição ingrata de país cuja população, em larga percentagem, não completou, sequer, o ensino secundário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em ligação com esta operação, o Ministério da Educação recomenda - e tudo faz para isso - que os alunos do ensino oficial não sejam reprovados - saibam ou não saibam. O que é importante é aumentar as percentagens de gente com habilitações de nível europeu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas Faculdades aonde vão chegando os anafalbetos funcionais criados nos níveis inferiores também já se vão exercendo algumas pressões com o objectivo de o número de licenciados portugueses se aproximar do número dos restantes países europeus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o que é que isto vai dar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um país de analfabetos com diplomas que não correspondem a nada e que ficam disponíveis para serem manobrados pelos que, filhos de gente com dinheiro, estudam a sério , ou são expulsos, em colégios particulares ou no estrangeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O governo de José Sócrates está a construir um país que, dentro de pouco tempo, não passará de uma opereta de mau gosto vista com o aplauso e o riso alarve de uma multidão de escravos modernos, com direito a fato cinzento e a gravata vermelha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-4303752528303307014?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2008/09/grande-fraude.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-4808780631691787976</guid><pubDate>Sat, 31 May 2008 14:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-31T15:25:40.061+01:00</atom:updated><title>Ainda o Petróleo e as Gargalhadas Deles...</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Sempre que o Primeiro Ministro viaja leva consigo um batalhão de empresários. Para os países produtores de petróleo é sabido que vai o presidente da Galp, um tal não sei quantos Ferreira, que lá faz os seus negócios com a cobertura das máximas autoridades portugueses.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o que basta para os basbaques dos nossos jornalistas - alguns(mas) não se sabe o que vão fazer nestas viagens - se congratulem e lancem montes de foguetes para saudarem os neggócios que &lt;strong&gt;"a petrolífera NACIONAL"&lt;/strong&gt; fez.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qual nacional qual carapuça... A GALP é uma companhia multinacional tal como as outras e os negócios que faz com o aval do Estado português têm como único objectivo garantir reservas e mais reservas de crude que eles venderão agora e no futuro aos preços mais altos para satisfazer os seus accionistas, a maioria dos quais são estrangeiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso, não percebo a protecção do Estado a estes grandes empresários, que, são, afinal, meros administradores de capitais internacionais. Não percebo porque é que o Primeiro Ministro não leva nas suas viagens de caixeiro viajante os pequenos e médios empresários portugueses - esses sim, a precisarem de apoio para se internacionalizarem e criarem riqueza verdadeiramente nacional.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-4808780631691787976?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2008/05/ainda-o-petrleo-e-as-gargalhadas-deles.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-1470034914540731004</guid><pubDate>Wed, 28 May 2008 12:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-29T21:53:03.505+01:00</atom:updated><title>...Eles Riem-se</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Esta coisa do petróleo é complicada. De um momento para o outro, mas, de qualquer forma, depois da invasão do Iraque, os preços começaram a subir. Servindo-se de mecanismos elaboradamente complexos, as companhias petrolíferas e os especuladores das bolsas, foram aproveitando os pretextos, mesmo que forjados pela comunicação social, particularmente a de carácter económico - que eles dominam quase de forma absoluta - para aumentar o preço do petróleo, primeiro e, depois, os  dos seus derivados.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que se anunciam descobertas de campos petrolíferos com reservas "para mais de um monte de anos", as gasolineiras, acompanhando sempre a subida do preço do barril do petróleo, vão aumentando a gasolina o gasóleo e outros derivados.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Nunca acompanham as descidas...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Assim como não explicam que a subida é, em muitos casos, apenas uma consequência da baixa do dólar relativamente ao Euro. Aí, mais uma vez a comunicação social ajuda e não converte o valor do preço do barril do crude de dólares para euros. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui recordo-me de uma frase célebre de Fernando Alves na abertura de um Congresso de Jornalistas: "OS JORNALITAS SÃO UMAS PUTAS!"&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Tudo isto vai acontecendo tendo como pano de fundo, por um lado um governo que, confessando a sua perda de soberania, se desculpa com a União Europeia, atribuindo-lhe - e, ao que parece, correctamente - a responsabilidade de taxar os combustíveis. A mesma União Europeia, que, considerada como uma grande potência económica, embora completamente dependente dos países produtores de petróleo, assobia para o lado e deixa correr o marfim, isto é, o dinheiro.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Outro cenário que enquadra todo este espectáculo de aumentos quase diários é o esbanjamento das principais companhias petrolíferas, exibindo, afinal, a sua enorme capacidade económica, graças aos lucros obtidos com verdadeiros assaltos às carteiras dos cidadãos pacíficos e , já agora, também parvos.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejam-se, por exemplo as campanhas com  que a Galp anuncia o seu apoio à Selecção Nacional de Futebol.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eles gastam mal o que roubam e, ainda por cima, se riem de todos nós.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fundamental o que esta crise vem demonstrar é que os Estados já não contam, estão de pés e mãos atados pelos detentores da riqueza que a Humanidade produz, mas que, sistematicamente é acumulada por meia dúzia. E essa meia dúzia é apadrinhada pelos políticos no poder, que, de uma maneira ou de outra, recebem as suas contrapartidas, às vezes verdadeiras esmolas face aos lucros que propiciaram. Os mais atrevidos chegam bem perto da tal meia dúzia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os Estados europeus estão numa embrulhada da qual não sabem como sair. De facto, estamos nuclime de pré-guerra, porque as populações não podem continuar a viver percebendo-se escravos de gente sem rosto mas com riso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já falta pouco para que alguns dos países europeus voltem ao serviço militar obrigatório e que as manifestações de carácter social encham de terror os ministros que até agora só sabem descobrir negócios para os amigos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Europa vai ter um Verão bem quente, um verão que só lá para o Outono chegará a Portugal. Como sempre, aqui nada começa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-1470034914540731004?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2008/05/eles-riem-se.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-1425552058405641627</guid><pubDate>Sat, 24 May 2008 10:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-24T15:56:05.402+01:00</atom:updated><title>Antes que Seja Tarde Acabe-se com o Poder da Arrogância e da Mediocridade</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Vivem-se tempos difíceis, a anunciarem ainda maiores dificuldades, quiçá algumas desgraças mais fundas.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ao longo dos anos - e não apenas em Portugal - o poder foi sempre arrogante, mas , ainda que raramente, esclarecido.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Durante séculos e mais séculos, a arrogância era mesmo uma prerrogativa, já que o poder era entregue por Deus a uma casta especial, superior a todos os outros. Foi necessário matar e morrer ao longo dos séculos para ridicularizar esta ideia.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ao olhar para trás facilmente constatamos que os nossos antepassados levaram muito tempo a descobrir as mentiras que os dominaram e deles fizeram verdadeiramente animais, com a grande vantagem - para os seus donos - que podiam entender o que eles queriam.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Milhões de mortes depois, a Humanidade - uma parte dela - entendeu-se sobre a igualdade de todos os Homens, à partida. As diferenças estabelecer-se-iam ao longo da vida, de acordo com os méritos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;incapacidades&lt;/span&gt; de cada um, salvaguardando-se, contudo, que os menos capazes não seriam desiguais nas sociedades em que viviam.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A vivência desta nova ideia foi-a revelando, todavia, como uma falácia, porque, a verdade é que, mesmo nessa pequena parte da Humanidade que adoptou o princípio da igualdade nas oportunidades, viciou o jogo, construindo sistemas que permitem a grupos determinados e sempre os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;mesmos&lt;/span&gt;, o exercício do poder.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Esta conquista feita por estes grupos, utilizando a mentira, a desonestidade e muitas vezes, a violência não assumida, determinou um poder com as mesmas características daquele outro atribuído por Deus às tais castas. Eles saem sempre beneficiados e utilizam os outros como "capachos". Por outras palavras: o poder de hoje volta a exercer-se com o objectivo único de beneficiar, já não uma casta com rosto, mas um bando de máscaras que utilizam em seu  proveito a enorme capacidade de produtividade que a Humanidade entretanto criou, partido da ideia da igualdade de todos os homens.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou apenas a referir uma parte da Humanidade, porque há a outra de que não é possível falar: o poder autocrático da China, o poder feudal da junta militar da ex-Birmânia, os poderes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;cleptocratas&lt;/span&gt; de África... esses não fazem parte da minha análise, recuso-me pensar neles como poderes do meu tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou a falar do meu Mundo, originado na ideia cristã de que os Homens são todos iguais. E, para ser mais concreto, refiro-me ao meu país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vai para cem anos que um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;pequeno&lt;/span&gt; grupo de descontentes conseguiu demonstrar perante a grande &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;massa&lt;/span&gt; da população que o rei era um encargo. Não fazia parte da solução, mas dos problemas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Veio a República, como consequência uma ditadura, apoiada por manifestações de dezenas (ou centenas?) de milhar de pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns anos, quase quarenta, foram necessários para que um pequeno grupo bem definido por uma espécie de corporação de militar, sentindo-se prejudicado nos seus direitos salariais e outras regalias, tivesse vindo para a rua desencadear a chamada "revolução de Abril".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir daí foram-se constituindo e desfazendo grupos, sempre em torno do poder, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;construindo&lt;/span&gt; alianças, sociedades meramente comerciais entre pessoas, aparentemente adversários políticos, e o país voltou às mãos de gente sem escrúpulos, que apenas pensam no seu bem pessoal, no seu enriquecimento, nas suas regalias, no seu futuro e nada mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os que, por acaso, foram aparecendo mergulhados na mixórdia da política a acreditar na boa gestão da coisa pública, foram jogados borda fora. De alguns já nem  recordamos os nomes. Outros desistiram, poucos são os que continuam a lutar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A política portuguesa de hoje é um pântano onde chafurdam os interesses mais baixos e não é possível descortinar ninguém com inteligência para propor medidas &lt;span style="BACKGROUND-COLOR: #ffff00"&gt;q&lt;/span&gt;ue acabem com esta barafunda criada pelos donos do Mundo, os especuladores que, sentados nos seus gabinetes ou viajando nos seus aviões, vão fazendo subir os os preços do que é fundamental para as pessoas viverem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao PS, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;particularmente&lt;/span&gt; ao Engº Sócrates &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;saiu&lt;/span&gt; tudo mal, embora, a princípio, tivesse havido a ilusão de que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;tudo&lt;/span&gt; acabaria bem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O senhor é arrogante, medíocre e incapaz de perceber que se perdeu na estrada. Como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;todos&lt;/span&gt; os homens não pergunta a ninguém qual é o caminho certo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao longo destes três anos meteu-se com toda a gente, desafiou todos os grupos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;sócio&lt;/span&gt;-profissionais, no convencimento de que nos últimos dois anos de governação distribuiria umas benesses que lhe &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;permitiriam&lt;/span&gt; continuar no poder por mais quatro anos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Fez&lt;/span&gt;, todavia, as alianças erradas. A chamada "aristocracia" portuguesa exerce sobre os dirigentes do PS uma atracção irresistível...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essas alianças levaram o PS a esquecer o fundamental do actual sistema político: governa quem tiver mais votos. Ora, os banqueiros e clientes das "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;off&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;shores&lt;/span&gt;", os donos das gasolineiras, os latifundiários com acesso aos dinheiros da UE , os construtores civis &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;esperançados&lt;/span&gt; nos concursos de obras megalómanas, todos esses juntos, não dão votos para que Sócrates continue a debitar a sua arrogância e a fazer a sua escola de gestão pública dos negócios do Estado (até já os secretários de estado são arrogantes).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais, toda aquela gente com quem ele fez alianças espúrias, quando chegar a hora do voto, vão votar noutros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mediocridade da política do nosso tempo não atinge apenas e infelizmente os "donos" do poder. Também aqueles a quem cabe a atitude de contrariar a arrogância e a mediocridade dos que mandam não tem capacidade, não tem inteligência para usar a força que, por vezes, lhes bate à porta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Refiro-me, por exemplo, aos Sindicatos, nomeadamente à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;FENPROF&lt;/span&gt;, a quem aconteceu um fenómeno verdadeiramente inaudito: uma manifestação de mais de 100 mil professores em Lisboa. Foi uma coisa séria, ainda que os órgãos de comunicação social - claramente manobrados pelo poder - tivessem tentado disfarçar o mais possível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o que fez a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;FENPROF&lt;/span&gt; com estes 100 mil descontentes...descontentes a sério. Não estiveram lá porque tivessem sido mobilizados pelas estruturas sindicais, estiveram lá para dizer: estamos descontentes. BASTA. O que fez a estrutura sindical? Sentiu-se com poder e caiu na arrogância. Promoveu outras manifestações, insignificantes, sem expressão, que, obviamente, roubaram aos cem mil a força que lhes era devida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mediocridade dos sindicatos manifestou-se na altura certa: quando tinham um certo poder na mão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porquê? Porque entenderam que aqueles cem mil estavam com eles. Não. Uma grande parte&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;dos cem mil vai desistir:não querem mais continuar a ser professores porque já perceberam que o Sócrates, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;obedecendo&lt;/span&gt; a instruções de Bruxelas, só quer números. E os professores a sério, aqueles que o são há muitos anos, têm outro objectivo; o da cidadania consciente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;FENPROF&lt;/span&gt;, ao imaginar que tinha um poder cavou a sepultura definitiva do ensino em Portugal. Nos próximos dois ou três anos as escolas terão ao serviço professores cheios de entusiasmo - naturalmente - mas sem capacidade reivindicativa para se oporem às medidas que continuarão a chover do Ministério, quer seja governado pela Maria de Lurdes ou pelo Manuel dos Anzóis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, a Educação, que parecia a chave para todos os problemas vai transformar-se num bordel desorganizado, mãe e pai de todas as desavenças.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo isto até um dia em que, provavelmente um pequeno grupo de homens e mulheres, (há que contar sobretudo com elas) promovam um movimento que obrigue legalmente, com sanções duras no caso de não cumprimento, os partidos políticos a cumprir as promessas que fazem durante as campanhas eleitorais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para que tudo isto não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;descambe&lt;/span&gt; numa violência descontrolada é urgente que os partidos, nas eleições, sufraguem programas ( a que ficam obrigados) e não líderes com melhor ou pior aparência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes que seja tarde!!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-1425552058405641627?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2008/05/antes-que-seja-tarde-acabe-se-com-o.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-8300884925993410785</guid><pubDate>Sat, 19 Apr 2008 16:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-08T21:03:54.730Z</atom:updated><title>Rangel - outras estórias, outros perigos</title><description>Em Abril de 2005, escrevi neste blog um texto sobre o Emídio Rangel, a propósito de uma daquelas entrevistas em que se apresentou, mais uma vez, como uma espécie de herói. Achei que era de mais e contei uma parte da sua fuga de Angola. O tempo passou, o Emídio continuou a sua vida, sempre feita de expectativas, de intrigas nos meios próximos do poder, numa atitude de permanente louvaminha , visível nas suas más crónias do Correio da Manhã. &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;Um dia destes exagerou, chamou "holigans" aos professores e algumas pessoas vieram a terreno negar que o senhor tenha autoridade moral para dizer o que quer que seja sobre aquele grupo profissional. Alguém, que não conheço, mandou para o meu e-mail e, seguramente, para outros, a estória do Emídio Rangel no Liceu Diogo Cão, onde chegou a rasgar o livro de ponto e outras barbaridades semelhantes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu também não me contive e escrevi o texto que está publicado abaixo deste.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ora, um dia destes, um amigo, que, certamente, não lê este blog mandou-me o meu texto de Abril de 2005, muito admirado porque tudo quanto estava ali escrito era verdade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda bem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora que volta a falar-se do Emídio Rangel para altos cargos na RTP e outras coisas menos claras em Angola, repito aqui o texto de 2005 a que junto fotografias que ilustram alguns dos seus passos e recordam algumas das suas traições.&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xmK14g4qhPQ/SAtz-_RqUAI/AAAAAAAAABo/HkloR52KzQ0/s1600-h/C%C3%B3pia+de+MPLA+chega+ao+Lubanho+copy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191370521449222146" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_xmK14g4qhPQ/SAtz-_RqUAI/AAAAAAAAABo/HkloR52KzQ0/s320/C%C3%B3pia+de+MPLA+chega+ao+Lubanho+copy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A primeira é um instantâneo do hastear da bandeira do MPLA no Lubango. O Rangel está na primeira fila da varanda da moradia que foi a primeira sede do então movimento de libertação naquela cidade. Como não podia deixar de ser estava junto da comitiva que tinha vindo de Luanda: o Dilolwa, o Alnaldo Pereira (Zé dos Calos) e o Pepetela. Os dois primeiros já morreram. Dilolwa suicidou-se e o Zé dos Calos acabou por ser mais um das vítimas do racismo do MPLA. O Rangel preparava-se para estar próximo do poder...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A segunda é do seu tempo da RDP, quando acom&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xmK14g4qhPQ/SAt0UfRqUBI/AAAAAAAAABw/IVeXZVIIJf4/s1600-h/C%C3%B3pia+de+Profissional+070.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191370890816409618" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_xmK14g4qhPQ/SAt0UfRqUBI/AAAAAAAAABw/IVeXZVIIJf4/s320/C%C3%B3pia+de+Profissional+070.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;panhava governantes e se insinuava, mesmo que, para isso, fosse necessário denegrir o nome dos companheiros de profissão. Na RTP teve a coragem de ir a Espanha, sózinho, com a gravação de um programa que era trabalho de uma equipa em que ele dava pouco, concorrer a um prémio internacional - o qual ganhou.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A terceira fotografia é dos seus tempos da TSF, o homem todo poderoso, que, aproveitando-se da ingenuidade dos seus companheiros, os enganou - e de que maneira ! - quando foi o negócio com a Lusomundo...e não só. Antes já havia rumores de desvios de finanças.&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xmK14g4qhPQ/SAt2dfRqUDI/AAAAAAAAACA/bGGMkGMzjnw/s1600-h/Rangel+01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191373244458487858" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_xmK14g4qhPQ/SAt2dfRqUDI/AAAAAAAAACA/bGGMkGMzjnw/s320/Rangel+01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Um última explicação: não voltarei a falar deste tipo e quero afirmar a quem me lê que não tenho qualquer sentimento negativo contra ele. O que acontece é que o conheço - e a alguns membros da família - e fico irritado quando percebo que ainda não entendeu que já devia ter metido a viola no saco porque corre demasiados riscos se algumas pessoas resolvem contar o que sabem.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sábado, Abril 02, 2005&lt;br /&gt;&lt;a name="111244681636363403"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://a-toupeira.blogspot.com/2005/04/rangel-as-mentiras-e-omisses-de-uma.html"&gt;RANGEL- As Mentiras E Omissões De Uma Estória&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Costuma dizer-se que uma mentira muitas vezes repetida acaba por ser verdade: Há muitos exemplos na História e nas estórias de alguns homens públicos.Ao longo dos últimos anos, que, reparando bem, já são muitos, Emídio Rangel, quando é entrevistado, repete - sempre da mesma maneira - muitas mentiras que já fazem parte da sua biografia oficial.Não tenho nada contra o modo como ele tem construído a sua vida , a sua carreira ,e até reconheço e aprecio a sua marca nas principais mudanças na maneira de fazer Rádio e Televisão em Portugal.Por isso não me proponho analisar todas as mentiras repetidas sistematicamente - algumas delas são mesmo pequenas mentirinhas - nem alguns dos seus métodos de trabalho, onde os fins normalmente justificam os meios.Todavia, já estou cansado daquela estória - que está a virar História - da fuga heróica de Angola.A verdade é que Emídio Rangel fugiu como dezenas de milhares de outros colonos, no contexto de uma conjuntura política que não entenderam e com o medo natural de terem que suportar uma guerra que achavam não lhes dizer respeito.Estava, portanto, no seu direito - fugir.Mas, a fuga de Emídio Rangel não foi uma simples fuga. Foi, igualmente, uma traição, já que, ao contrário do que sempre vem afirmando ao longo dos anos, ele era um militante "engajado" do MPLA.Também ao contrário do que sugere em todas as entrevistas, os tiros que aconteceram na madrugada em que fugiu não eram surpresa para ele, uma vez que sabia dos planos para o início da guerra entre os então movimentos de libertação( MPLA contra UNITA/FNLA).Ele sabia dos planos e, nesse contexto, tinha assumido responsabilidades de comando de um grupo de soldados praticamente sem experiência, que acabaram por se bater sózinhos nesssa guerra, iniciada na madrugada de 20 para 21 de Agosto, altura em que ele fugiu, traindo os homens que deveria ter comandado.Apesar da fuga dele (planeada durante meses - soube-se depois), o MPLA ganhou a contenda e a 23 de Agosto UNITA/FNLA assinaram a rendição.Também contrariamente ao que ele sugere, o exército sul-africano não estava ainda em território angolano. É verdade que se tinha concentrado na fronteira, mas, do ponto de vista dele, o perigo acabava logo que passasse a linha.Quanto às ameaças - que lhe foram transmitidas "por um jornalista ainda hoje na RDP de Coimbra" não é, seguramente, mentira, mas uma verdade para dar côr à estória. É que todos os militantes do MPLA, sobretudo os que, por alguma razão especial se destacavam na vida da cidade, foram ameaçados, quer pela UNITA, quer pelas BJR's da FNLA. A alguns deles fizeram pior: ameaçaram-lhes os filhos.Só mais um pormenor relativo a esta estória, que sendo uma pequena mentira, não deixa de ser uma grande injustiça:; quem o salvou das garras da secreta sul-africana, que o tinha idenficidado como militante activo do MPLA, foi um outro colega de profissão, de nome Diamantinmo Pereira Monteiro, esse sim sem qualquer ligação política e que arriscou ficar preso em sua substituição, e por isso, teve que suportar por mais algum tempo as condições horríveis dos campos de "concentração" em que foram armazenados os colonos fugitivos de Angola.Como se vê, as omissões também fazem parte desta estória de Rangel, contada em capítulos oportunos.Além do nome de Pereira Monteiro, há o de Mário Gomes, o tal piloto que levou os pais de avião para Whindoek e o de Saraiva Coutinho, o "ainda hoje jornalista da RDP em Coimbra" .Na entrevista da revista "Sábado" que me fizeram chegar via Net, Rangel não se refere ao 25 de Abril de 1974, mas, já agora, não quero deixar passar uma outra mentira muito propalada em outras, nomeadamente uma feita por Batista Bastos. Emídio Rangel não era o director da Rádio Comercial de Angola naquela altura e, por isso, não deu instruções nenhumas para que a Revolução de Lisboa fosse noticiada.Por acaso até conheço a pessoa que era director daquela estação de rádio ao tempo e bem me lembro que ela se transformou, nesse mesmo dia, na primeira voz livre de Angola.Quanto a outras mentiras que "o velho leão" tem vindo a propalar: é preciso cuidado, porque as pessoas podem cansar-se. Tal como dizia Nheru, referindo-se à ocupação portuguesa de Goa, Damão e Diu: não se pode confundir pacifismo com cobardia.Alguém avise o Emídio que é melhor servir-se dos seus méritos, das suas qualidades de grande condutor de equipas (desde que não seja contestado), que são muitas, do que continuar a efabular com coisas que já passaram há muitos anos e que só já têm importância para os que, lembrando-as, voltam a sentir-se miseravelmente traídos. E depois, há um perigo de as verdades se trasnformarem em cerejas.E já agora: fico desejando que recupere completamente dos problemas de saúde que o têm afligido e que volte às lides, para, pelo menos, fazer justiça a alguns amigos (verdadeiros), de quem sempre se serviu para, depois, atirar para o caixote dos ostracizados, uma condição que agora reclama para si próprio, mas que não é verdadeira - outra pequena mentira...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Publicada por M.Pedrosa &lt;a title="Enviar a mensagem por correio electrónico" href="http://www.blogger.com/email-post.g?blogID=9376054&amp;amp;postID=111244681636363403"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a title="Editar mensagem" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=9376054&amp;amp;postID=111244681636363403"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-8300884925993410785?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2008/04/rangel-outras-estrias-outros-perigos.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xmK14g4qhPQ/SAtz-_RqUAI/AAAAAAAAABo/HkloR52KzQ0/s72-c/C%C3%B3pia+de+MPLA+chega+ao+Lubanho+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-9376054.post-4658808373234316051</guid><pubDate>Thu, 13 Mar 2008 19:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-08T21:03:54.942Z</atom:updated><title>Oh! Rangel! E Se Dissesses O Que Queres?</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xmK14g4qhPQ/R9mFKA36GJI/AAAAAAAAABg/aMcey3qM6oU/s1600-h/A+besta+do+andar+esquisito.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177315653718775954" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_xmK14g4qhPQ/R9mFKA36GJI/AAAAAAAAABg/aMcey3qM6oU/s320/A+besta+do+andar+esquisito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não sou professor, embora já o tenha sido. Desses tempos lembro-me de algumas disputas verbais com os colegas de então sobre o estatuto que imcumbia aos professores. Os anos vieram a confirmar que eu tinha razão: um dia destes os professores vão ter que arranjar sítio para colocar a vassoura e varrerem as salas de aula...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou professor, mas algém me fez chegar um texto do Emídio Rangel publicado no Correio da Manhã com um título sugestivo: "Holigans em Lisboa". Os Holigans são os 100 mil professores que vieram à capital dizer que não concordam com a Ministra, que não aceitam as suas políticas e que estão fartos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto do Rangel atinge as raias da loucura. O homem já não sabe o que fazer para chamar a atenção do governo para as suas ansiedades. Ele queria ser, primeiro, director da RTP, depois, ficou com a esperança de um lugar na Administração, agora deve estar a fazer-se a outra coisa qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que diga rapidamente o que é. Será o quinto canal? Ou secretário de estado da comunicação social, sei lá, adjunto da ministra da educação. Essa talvez não porque alguns dos professores de que ele tanto se orgulha, podem lembrar-se dele e interrogarem-se sobre a maneira lépida, veloz, ágil, perfeitamente alucinante, digna de um registo do livro do "guiness", como ele tirou o bacharelato em História.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9376054-4658808373234316051?l=a-toupeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://a-toupeira.blogspot.com/2008/03/oh-rangel-e-se-dissesses-o-que-queres.html</link><author>noreply@blogger.com (M.Pedrosa)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xmK14g4qhPQ/R9mFKA36GJI/AAAAAAAAABg/aMcey3qM6oU/s72-c/A+besta+do+andar+esquisito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item></channel></rss>