sexta-feira, maio 06, 2005

BLAIR,TONY:SICOFANTA-NATO?

Lombrose, Cesare Lombroso.
Hoje não é muito conhecido, mas no tempo dele (morreu em 1909) arranjou um sarilho científico dos diabos. Mesmo assim, isto é, mais ou menos esquecido depois da balbúrdia, foi, e é, reconhecido como um dos fundadores da Antropologia Criminal.
Ele, o médico legista e psiquiatra, entrou pela criminologia e fez o retrato-robot do criminoso-nato. Defeituosamente, gatinhando na matéria que estava a inventar, chegou à conclusão de que há homens que nascem predestinados para matar. Com o que distiguiu aquele que comete um crime do que nasceu para os cometer.
Neste século, que alvorou sob o signo da pedofilia, explica-se bem, com exemplo verídico até, o que é um nascido para o crime. Houve um pedófilo que pediu para ser castrado porque, logo que voltasse à liberdade, voltava à pedofilia.
Eis um pedófilo-nato.
Mas Lombroso foi mais longe: avançou com sinais que caracterizariam o homem patibular: queixo largo, testa curta e inclinada para trás, cabeleira nascendo perto das sobrancelas, barba hirsuta e coisas assim tenebrosas. Também caracterizou o sábio.
Só que a ciência pede números, percentagens, amostras significativas. Que o médico não apresentou. Ficou no entanto a ideia para ser trabalhada com outros cuidados.
Cuidados que não são precisos para falar de políticos já que eles não têm cuidado algum para falar ao povo e ao mundo. Nem vergonha. Acusados de mentir mantêm-se em funções, passeiam-se sorridentes como se o direito de mentir fosse constitucional.
Então, seguindo Lobroso, procuremos, em larga margem, e universal, de políticos actuais o que os caracteriza para além da desvergonha generalizada ( que talvez seja cientificamente comprovável). As características exteriores como a testa estreita ou o queixo facinorose dos nascidos para o crime.
Nos nascidos para a mentira, como todos os que mentem sem peso de consciência. E a intuição leva-nos de imediato ao sorriso sicofanta.
Repare-se no sorriso de Durão, Bush, Aznar e Blair. Na falta de franqueza. No lábio estreito, nos dentes escondidos.
Dir-se-á que em Blair se lhe vêm os dentes. Mas no meio do amarelo do fácies nem se sabe se está a defecar se a sorrir. O que torna a mentira ainda maior.
Cheira pior.

Sem comentários: