segunda-feira, fevereiro 14, 2005

ORGIA CARNAVALESCA II

III - A independência da Madeira

Miguel Sousa Tavares tem sido o homem dos jornais mais inconformado com a chantagem de Jardim quando deseja favores políticos dos tacanhos governantes do continente.
Tacanhos, o mínimo que chama aos "inimigos" da Madeira e da autonomia, os quais, com receio duma suposta chantagem com a independência da ilha, vão suportando as bernardices de AJJ.
Chantagem mais implícita que assumida. Existente no entanto. E, como o mais inconformado com ela, a repetição do jornalista, insistindo no tema, não teria novidade se não fossem as serpentinas que lançou para a festa.
Rolos delas a dizer que a melhor maneira de calar Jardim com a cantata da independência seria a de submetê-la a escrutínio popular.
De facto o carnaval desregula a razão.
O território de uma qualquer nação nunca foi, nunca será, formado por imposição dum qualquer plebiscito. Atrás dumas fronteiras nacionais há factos e história. Há razões sociais, políticas e jurídicas, razões de séculos, de mil vivências e de direito internacional, razões de amor à terra, de hábitos e familiariedades e, finalmente, a grande razão do bem-querer à gente que é a nossa.
Há tudo isso amassado num cimento feito da terra do chão nacional.
Não cabe na cabeça de ninguém sugerir a independência do Porto e redondezas em razão do passado galego e de exigências de governantes locais. Ou do Algarve, que foi mouro e hoje tem interesses específicos.
Não cabe e ninguém se lembrou disso.
Assim, a que título, a não ser carnavalesco, vem a lume a independência da Madeira, terra achada por portugueses, povoada por portugueses, que nunca teve outra história nem outra vida que não fosse portuguesa?
A descontinuidade geográfica é argumento juridicamente pobre e a chantagem de Jardim ainda mais pobre.
IV - Havai descontínuo
O Estado norteamericano do Havai são umas ilhas longe, metidas nos Estados Unidos há um século, e que existiam antes disso primeiro como monarquia e depois como república.
Ora no aproveitamento das disputas havidas nessa transição, da guerra interna, os estrangeiros entraram em ajuda a uma parte contra a outra. E poucos anos depois pegam na terra e incorporam-na por sucção.
Aposentam a rainha a troco de um punhado de dólares, manobram com força sua interesses seus e alheios e pronto, já está.
Antes esteve. E ficou.
A Independência para o Havai, já!!! É uma causa justa.
V - Lembrando o truca-truca de Natália Correia
A sina deste Fevereiro que ainda não passou atacou também António Barreto. E levou-o para longe das paragens políticas: para o sexo de governantes.
Aventou, com ar sério de quem pensa, que os responsáveis máximos do país fossem obrigados a apresentar, para além da declaração dos rendimentos e mais teres e haveres, suas habilitações sexuais.
A prática e as tendências.
Na conformidade, ficaríamos a saber se são truca, retruca ou truca-retruca. E como a Constituição não permite discriminações por motivos de raça, sexo e assim, também as mulheres que eventualmente chegassem a cargos presidenciais e primoministeriais teriam de apresentar a sua declaração de fufa, fafu ou fuaf.
Em consequência do que se chegaria ao voyeurismo democrático na cama com o poder político.
Óptima modalidade de programa para a TVI.

1 comentário:

Anónimo disse...

Isto sim! Dá gosto ler.É o país real. Felicitações meu caro e até me permito fazer um alvitre puritano: devia ser obrigatório obrigar na Lei reguladora dos deveres e obrigações de candidatos a cargos públicos não apenas definir a sua livre orientação sexual, como, no casos dos machos, o tamanho. Como seria útil! Ver-se-ia como mais de metade dos candidatos não se havia candidatado...
um grande abrço