quarta-feira, janeiro 26, 2005

O PORTUGAL DA POLÍTICA

A Razão de Sampaio, no entanto

Ora, mesmo precisamente por Bush ser, como pessoa, tão pouco é que o ser, comparativamente, mais que ele não basta para credenciar politicamente alguém.

Sampaio tinha mesmo que demitir Santana.

Encheu o seu mandato de vacilações. O que suportou a Rocha Vieira e, principalmente, a Alberto Jardim, ultrapassou até os limites do aceitável. Não tem margem para se repetir.

Faltava-lhe espaço, até moral, para deixar a inabilidade política (populismo não quer dizer talento) e escassez de conhecimentos de Santana Lopes, aliada à farfalhice de Paulo Portas, à rédea solta durante os últimos meses de presidência.

Ninguém é capaz de fazer ideia exacta do que aconteceria no país com a dupla Santana/Portas a governar dominando a A.R. e sem a tutela do P.R.. A balbúrdia dos escassos meses que levam do exercício do poder não auguram nenhum sossego.

E um país não é propriamente um parque de recreio. Para além de que um populista despassarado como Santana, no exercício das funções de primeiro-ministro, corresponde à imagem do homem errado no lugar errado. Da bagunça no poder.

Até já mostrou que sim!

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