quarta-feira, janeiro 26, 2005

O PORTUGAL DA POLÍTICA

De modo geral toda a actualidade política é feita de coisas velhas. E loisas também. Realidades velhas, ideias velhas, métodos velhos e políticos velhíssimos: até os novos, envelhecidos que são pelos vícios em que mergulham ao iniciar funções. Vícios institucionalizados.
Posto isto falemos de modernas velharias portuguesas.
O bafo duma onça chamada George
O poder é tão poderoso que até manda da distância. Realidade a caminho da eternização. Basta existir para ser obedecido. Até por adivinhação do seu pensamento.
Perceba-se agora a razão profunda da escolha de Durão Barroso para a presidência da União Europeia. Ou, o que é o mesmo, perceba-se a utilidade de ter servido café a Bush. O célebre café dos Açores, tão gozado na Europa mas que se tornou decisivo na preferência, ao fim de quatro tentativas, dada a um pardilho (sinónimo de pardacento, que politicamenmte era, e de cherne, como se soube por uxoriano anúncio público) lusitano.
Pardilho esse que foi, em consequência, juntamente com armamentistas, petrolíferas e assim, um dos raros e felizes contemplados com a desgraça do Iraque. Um tsunami que já vai em mais de 100.000 mortos, já se prolongou por mais de um ano e já se anuncia sem paz à vista, mas sorte grande para quem conseguiu um vencimento patriótico.
Ora, para tanta felicidade de Durão, bastou o bafo que talvez a onça não tenha dado. Mera suspeição dos seus capangas da U.E. .
La Fontaine, se fosse vivo, poderia construir, a partir daqui, a fábula do bafo adivinhado.

1 comentário:

LS disse...

Caro Rodrigues da Silva, permita-me que o saúde na estreia nesta "casa" que frequento diariamente com gosto acompanhando os estimulantes escritos do M. Pedrosa. Fico a aguardar os próximos capítulos.
Um abraço